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BC melhora projeção para PIB do ano e vê queda de 5%

LARISSA GARCIA
·3 minutos de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Banco Central revisou, nesta quinta-feira (24), a projeção de retração do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano para 5%. A estimativa é melhor do que a apresentada no relatório anterior, em junho, de 6,4%. "A nova projeção reflete, principalmente, perspectivas mais favoráveis para o terceiro trimestre", ponderou a autoridade monetária no relatório trimestral de inflação. O PIB despencou 9,7% no segundo trimestre. "Esse recuo foi o maior da série histórica com início em 1996, com impactos significativos em todos os componentes da demanda doméstica", destacou o documento. "O conjunto de indicadores de atividade econômica divulgados desde o Relatório de Inflação de junho de 2020 evidencia que a recuperação da atividade econômica após a fase mais aguda da pandemia ocorre mais rapidamente do que o antecipado", justificou. A previsão para a evolução da atividade industrial no ano foi revisada de queda de 8,5% para 4,7%, com elevação nas projeções em todos os segmentos. "Há retomada relativamente forte do consumo de bens duráveis -parcialmente influenciado pelos programas governamentais de recomposição de renda- e até do investimento", trouxe o texto. Para 2021, o BC espera crescimento de 3,9%. "Ressalte-se que essa perspectiva depende da continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira, condição essencial para permitir a recuperação sustentável da economia", disse a autoridade monetária. A projeção central do BC para a inflação é de 2,1% para 2020, 3,0% para 2021, 3,8% para 2022 e 4,6% para 2023. A estimativa leva em conta taxa básica de juros e câmbio constantes a 2% ao ano e R$ 5,30, respectivamente. O BC frisou que os preços voltaram a subir de junho para cá, sob efeito principalmente dos administrados -especialmente combustíveis, energia elétrica e medicamentos-, que tiveram reajustes postergados por causa da pandemia do novo coronavírus. Além disso, a autoridade monetária destacou a alta nos preços dos alimentos, mas em ritmo menor que o observado no trimestre anterior. "Os preços dos alimentos subiram no trimestre encerrado em agosto (1,75%), mas em ritmo inferior ao observado no trimestre anterior (4,01%), sob os efeitos iniciais da pandemia. Esse arrefecimento está associado, em parte, ao movimento sazonal dos produtos in natura. Em sentido contrário, destaca-se a pressão recente sobre o preço de carnes", afirmou o documento. "Os efeitos da pandemia da Covid-19 implicaram mudanças relevantes de preços relativos, repercutindo câmbio, commodities e os efeitos heterogêneos da pandemia sobre oferta e demanda de diversos bens e serviços", argumentou. "No trimestre encerrado em agosto destaca-se a alta dos preços das commodities, a recuperação parcial da economia brasileira e o comportamento volátil do câmbio", ressaltou o texto. No lado das quedas de preços, que puxam a inflação para baixo, o BC ressaltou os serviços, que recuaram 0,84% entre junho e agosto, os descontos nas mensalidades escolares e a queda dos preços de passagem aérea e empregado doméstico. "Para o ano corrente, as projeções para a inflação continuam abaixo do limite inferior do intervalo de tolerância; para o próximo, situam-se na parte inferior desse intervalo." Em cenários alternativos, a inflação, segundo a estimativa, pode variar entre 1,7% e 2,5% ao fim deste ano. Para o crédito, o BC projeta crescimento de 11,5% neste ano, também melhor do que no relatório anterior, quando estimou 7,6%. "Os impactos da pandemia da Covid-19 sobre o mercado de crédito e o crescimento da economia ainda geram elevada incerteza. Todavia, a evolução recente do crédito bancário, especialmente a pessoas jurídicas, motiva a revisão da expansão do saldo total", disse. Para 2021, a estimativa é de crescimento de 7,3% no estoque de crédito.