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BC do México quer tempo para confirmar desaceleração da inflação

Juan Pablo Spinetto e Nacha Cattan
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O banco central do México precisa de mais tempo para confirmar se a inflação está desacelerando em direção à meta, antes de retomar o ciclo de afrouxamento monetário, disse o presidente da instituição, Alejandro Díaz de León, depois da decisão que manteve a taxa básica de juros inalterada.

As autoridades de política monetária querem ver se os grandes descontos das promoções da Black Friday em novembro na segunda maior economia da América Latina vão diminuir ou persistir, disse Díaz de León em entrevista à Bloomberg News na quinta-feira. O banco central do México, ou Banxico, terá agora dois meses de dados para avaliar a evolução dos preços antes da próxima reunião, após um intervalo de apenas cinco semanas entre as duas últimas decisões, disse.

“Poderemos ver e confirmar em que nível a inflação se consolidará ou qual será a tendência”, disse Díaz de León.

Embora o banco central tenha mantido a taxa básica em 4,25% na quinta-feira, conforme esperado pela maioria dos economistas, a decisão foi dividida (3x2) na votação do conselho de cinco membros, sugerindo que uma nova redução no início de 2021 é possível. Depois de ultrapassar o teto da meta de 4% do Banxico entre agosto e outubro, a inflação desacelerou para 3,3% no mês passado, em grande parte devido ao período prolongado de descontos no varejo.

Esse impacto sazonal pode levar a preços mais baixos que perduram ou, ao contrário, a choques de oferta que aceleram a inflação, disse Díaz de León, acrescentando que as autoridades monetárias querem identificar melhor a tendência.

“Foi um número bom em novembro, sim, mas a ideia era dar mais espaço para confirmar essa convergência da inflação para a meta”, disse o presidente do Banxico.

O banco central enfrenta tanto a pior retração econômica em quase um século quanto preços ao consumidor em aceleração, o que levou o Banxico um mês atrás a interromper um ciclo recorde de 11 cortes seguidos dos juros.

Na entrevista, Díaz de León também disse que a decisão do México de aumentar o salário mínimo em 15% em 2021 é “muito atípica” durante uma crise, mas que não estava claro qual impacto isso teria sobre a inflação devido à atual incerteza em relação a economia.

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