Mercado abrirá em 3 h 52 min
  • BOVESPA

    103.713,45
    +1.920,93 (+1,89%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    54.198,94
    +315,99 (+0,59%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,89
    -0,48 (-0,65%)
     
  • OURO

    1.992,70
    -5,00 (-0,25%)
     
  • Bitcoin USD

    27.794,52
    -732,46 (-2,57%)
     
  • CMC Crypto 200

    608,61
    -10,63 (-1,72%)
     
  • S&P500

    4.050,83
    +23,02 (+0,57%)
     
  • DOW JONES

    32.859,03
    +141,43 (+0,43%)
     
  • FTSE

    7.636,74
    +16,31 (+0,21%)
     
  • HANG SENG

    20.400,11
    +90,98 (+0,45%)
     
  • NIKKEI

    28.041,48
    +258,55 (+0,93%)
     
  • NASDAQ

    13.080,00
    -2,00 (-0,02%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5212
    -0,0344 (-0,62%)
     

BC do Japão deve estabelecer inflação em 2% como meta de longo prazo, diz painel

Presidente do BC do Japão, Haruhiko Kuroda

Por Leika Kihara e Yoshifumi Takemoto

TÓQUIO (Reuters) - Um painel de acadêmicos e empresários recomendou ao Banco do Japão nesta segunda-feira que torne sua meta de inflação de 2% um objetivo de longo prazo, em vez de uma meta que precise ser alcançada o mais rápido possível, em meio ao custo crescente do afrouxamento monetário prolongado.

A redefinição da meta precisa ser feita em um novo acordo de política monetária entre o governo e o banco central que substituiria o elaborado em 2013, disse o painel.

Na proposta, o painel também pediu a necessidade de aumentar os juros de acordo com os fundamentos econômicos e normalizar o funcionamento do mercado de títulos do Japão.

"A forma como o Banco do Japão conduz a política monetária deve ser reformulada", disse Yuri Okina, uma participante do painel que é considerada uma dos candidatos a se tornar a próxima vice-presidente do banco central, em entrevista coletiva.

"Ao tornar a inflação de 2% uma meta de longo prazo, o Banco do Japão pode tornar sua política monetária mais flexível", disse ela.

Com o aumento dos custos das matérias-primas elevando a inflação bem acima de sua meta de 2%, o banco central japonês viu sua política ultrafrouxa ser atacada por investidores que apostam que a instituição aumentará os juros quando o segundo mandato de cinco anos do presidente Haruhiko Kuroda terminar em abril, e os de seus dois vices em março.

Nesta segunda-feira no Parlamento, Kuroda reiterou a importância de manter uma política monetária ultrafrouxa.

"A incerteza em relação à economia do Japão é extremamente alta. Portanto, é importante agora apoiar a economia e criar um ambiente onde as empresas possam aumentar os salários", disse ele.

"O Japão ainda não previu que a inflação atinja de forma estável e sustentável nossa meta de inflação de 2%, apoiada por aumentos salariais", disse Kuroda. "Como tal, precisamos manter nossa meta de inflação de 2% e nossa política monetária ultrafrouxa."

O painel consistiu de cerca de 100 acadêmicos, empresários e dirigentes sindicais, incluindo aqueles que são membros dos principais conselhos governamentais.

(Reportagem de Leika Kihara e Yoshifumi Takemoto)