Mercado fechado
  • BOVESPA

    130.091,08
    -116,88 (-0,09%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.908,18
    -121,36 (-0,24%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,61
    +0,49 (+0,68%)
     
  • OURO

    1.855,70
    -0,70 (-0,04%)
     
  • BTC-USD

    40.026,32
    -30,68 (-0,08%)
     
  • CMC Crypto 200

    992,91
    -17,70 (-1,75%)
     
  • S&P500

    4.246,59
    -8,56 (-0,20%)
     
  • DOW JONES

    34.299,33
    -94,42 (-0,27%)
     
  • FTSE

    7.172,48
    +25,80 (+0,36%)
     
  • HANG SENG

    28.588,11
    -50,42 (-0,18%)
     
  • NIKKEI

    29.348,92
    -92,38 (-0,31%)
     
  • NASDAQ

    14.035,75
    +5,50 (+0,04%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1129
    -0,0050 (-0,08%)
     

BC está otimista com crescimento e vigilante com disseminação da inflação, diz Campos Neto

·2 minuto de leitura
Campos Neto em evento no Palácio do Planalto

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central está otimista com a reação da economia e vigilante com a inflação, disse nesta segunda-feira o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto.

Em intervenção em painel no Fórum de Investimentos Brasil 2021, organizado pelo governo, Campos Neto destacou que os indicadores antecedentes mostram que a economia brasileira teve uma melhora no primeiro trimestre e que o segundo trimestre está "um pouquinho melhor".

"Acho que a grande dúvida é o segundo semestre, o quanto de recuperação de serviços já veio, quanto vai vir", disse Campos Neto. "Mas a gente acha que, olhando o tema da vacinação, vai nos proporcionar uma abertura, uma possibilidade de abertura maior no segundo semestre."

Ele acrescentou que a economia parece estar reagindo melhor à segunda onda da pandemia, mesmo com os índices de hospitalizações e óbitos mais severos do que o visto na primeira onda, no ano passado.

"De uma forma geral estamos otimistas aí com o crescimento da economia, com a forma como a economia está reagindo. Estamos otimistas também com a possibilidade de reabertura no segundo semestre."

O presidente do BC disse, ainda, que ao promover uma alta de juros acima do esperado pelo mercado, a intenção foi conter a disseminação da inflação. O Comitê de Política Monetária (Copom) promoveu duas altas de 0,75 ponto percentual na taxa Selic desde março, a 3,5% ao ano, e indicou a intenção de promover um terceiro aperto da mesma magnitude em junho.

"O Banco Central está olhando vigilante a inflação, olhando a disseminação", afirmou Campos Neto.

EMERGENTES X DESENVOLVIDOS

Ao ser questionado sobre como a economia mundial vai emergir da crise da pandemia, Campos Neto chamou atenção para as diferenças do impacto da crise para o mundo desenvolvido e os mercados emergentes.

Ele afirmou que, ainda que o aumento do endividamento tenha sido generalizado, o aumento do fator de risco para os emergentes foi muito maior. O impacto da alta das commodities também pesou mais para a inflação nos países emergentes, onde houve desvalorização das moedas e o peso da inflação de alimentos é proporcionalmente maior. Além disso, o acesso à vacinação tem sido mais lento entre os emergentes, lembrou.

Para ele, o fator mais importante será a constatação de que esse processo inflacionário nos países desenvolvidos é temporário ou, ao contrário, de que os bancos centrais possam estar atrasados no processo de aperto monetário.

"No primeiro caso é um processo benigno para o mundo emergente, no segundo não. Acho que esse é o ponto que a gente precisa observar", afirmou.

Campos Neto disse, ainda, que o crescimento econômico no Brasil só virá com investimentos privados, o que requer credibilidade --que por sua vez está relacionada à questão fiscal. Nesse sentido, ele reforçou a importância das reformas econômicas, frisando que elas são fundamentais para o crescimento sustentável.