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BC eleva projeção de inflação para 5% neste ano e risco de romper teto da meta aumenta

LARISSA GARCIA
·5 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O BC (Banco Central) revisou para cima a projeção para a inflação de 2021, que ficou em 5%, 1,25 ponto percentual acima da meta, mas ainda dentro do intervalo de tolerância. A estimativa foi publicada nesta quinta-feira (25). No relatório de inflação anterior, o BC projetava 3,4% para 2021 e 3,4% para 2022. A simulação feita pela autoridade monetária mostra que os preços podem acelerar 4,2% no melhor cenário. No pior, a inflação estouraria o teto da meta e chegaria a 5,8%. A meta fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) é de 3,75% com tolerância de 1,5 ponto para cima e para baixo. No texto, o BC diz que a probabilidade de estourar o teto aumentou em 33 pontos percentuais desde o relatório anterior —era de 8% e passou para 41%. "Reconhecemos que houve inflação no curto prazo mais alta que o esperado e a persistência desse movimento, gerado principalmente por commodities, de certa forma tem contaminado outros elementos", afirmou o presidente do BC, Roberto Campos Neto. A autarquia diz que os principais motivos para a revisão foram inflação recente acima do esperado, depreciação cambial, elevação do preço das commodities, incluindo petróleo, e aumento das expectativas de preços administrados. Para tentar conter a escalada de preços observada nos últimos meses, o Copom (Comitê de Política Monetária) elevou a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, a 2,75% ao ano, em 17 de março. A alta veio acima das expectativas do mercado. Alguns economistas criticaram a decisão porque o Copom não teria levado em consideração o aumento no número de casos e mortes por Covid-19 e os efeitos disso na economia. A elevação dos juros, apesar de ter o objetivo de controlar a inflação, pode ter efeitos negativos na atividade. "Quando reduzimos a taxa básica a 2% tínhamos um conjunto de expectativas que não se concretizaram. Alguns previam queda na atividade de 9% a 10% e as expectativas de inflação estavam baixas, algumas casas projetavam 1,5%. Por isso, precisamos fazer a normalização [dos juros]", explicou Campos Neto. O BC enfatizou que o risco de deterioração das contas públicas e de piora no quadro fiscal também tem efeito nas expectativas de inflação, mas Campos Neto afirmou não considerar a prorrogação do auxílio emergencial e a extensão do decreto de calamidade pública fatores que elevem essa percepção. "Tivemos uma segunda onda e a prorrogação é necessária, mas foi feita com contrapartida, não vimos como desrespeito às regras fiscais. Era importante fazer novos gastos, mas vieram acompanhados de contraparte [com a aprovação da PEC Emergencial]", avaliou. O BC também revisou a expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2021 para 3,6%, 0,2 ponto percentual abaixo do divulgado no relatório de dezembro. "Ressalte-se que essa perspectiva está condicionada à continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira, condição essencial para permitir a recuperação sustentável da economia", diz o relatório. O BC deu ênfase ao crescimento econômico observado nos indicadores recentes e afirmou que a retomada deve ter se estendido até fevereiro, mas ressaltou que ainda não refletem os efeitos piora da pandemia de Covid-19, que, segundo o texto, poderão ser vistos a partir de março. "Os resultados [de atividade econômica] vieram melhores que as expectativas, janeiro veio com força maior e os dados que temos até agora sugerem que fevereiro também terá bom resultado. Esses dados permitiram avaliar o impacto da ausência do auxílio, que foi menor que o esperado", disse Campos Neto. "A partir do final de fevereiro foi observada piora mais rápida e mais disseminada nos indicadores da pandemia, que já se encontravam em patamares similares aos registrados no momento mais crítico de 2020. Em resposta à deterioração, novas medidas de distanciamento social foram adotadas por vários governos locais", destaca. "Esse processo de agravamento recente da crise sanitária possivelmente interrompe ou atrasa a recuperação da atividade econômica. De fato, dados de alta frequência já apontam recuo da mobilidade nos municípios mais atingidos pela alta recente nos casos de Covid-19", completa. Para o BC, no entanto, possível piora da economia seria menos do que no ano passado, quando o vírus chegou ao país e teria recuperação rápida posteriormente. Para tanto, a autoridade monetária conta com o avanço da vacinação contra Covid-19 e Campos Neto afirmou que a imunização deverá ganhar tração a partir de maio. "No nosso cenário está contemplada a pandemia. Esperamos que a curva de vacinação tenha efeito parecido no Brasil parecido com o que ocorreu em outros países que já estão mais adiantados [na imunização], o que permitirá a reabertura da economia. Fizemos um exercício com base no cronograma de vacinação disponível hoje, usamos dados para formular cenários", ponderou. Para o mercado de crédito, a autoridade monetária ajustou para cima a previsão de crescimento em 2021, que passou de 7,8% para 8% "com a melhora das perspectivas para o crédito habitacional sendo parcialmente compensada pelo efeito da extinção dos programas de crédito para pessoas jurídicas". "Nos últimos meses do ano observou-se desaceleração do crédito. As concessões para pessoas físicas reverteram a trajetória de recuperação registrada desde junho, apresentando queda em dezembro e janeiro. Nesse período, houve redução dos gastos com cartão à vista, financiamentos de veículos e operações de crédito consignado, consoante ao arrefecimento da atividade varejista", pontuou.