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BC eleva juro em 0,50 p.p., para 13,75%

Banco Central do Brasil

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Central subiu a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual pela segunda vez consecutiva, a 13,75% ao ano, e disse que avaliará a necessidade de um "ajuste residual" na próxima reunião do Copom, em setembro.

Veja comentários de profissionais do mercado financeiro:

VITOR MARTELLO, ECONOMISTA-CHEFE, PARCITAS INVESTIMENTOS

"A gente tem visto algumas melhoras no cenário-base para a inflação. A difusão começou a recuar, paramos de ter surpresas de alta, inclusive o Copom reiterou isso no comunicado. Acho que agora a gente tem um cenário um pouco mais benigno de tal forma que provavelmente as expectativas vão parar de piorar até a próxima reunião, o que poderia dar algum grau de conforto para o BC interromper o ciclo. Eles também devem estar enxergando alguma coisa nessa direção e por isso sacramentaram que, se tiver ajuste, será menor. Seguimos com visão de Selic de 13,75% ao fim do ciclo.

ANDREA DAMICO, ECONOMISTA-CHEFE, ARMOR CAPITAL

"Acho que ele não contratou alta de 0,25 ponto, meu cenário é que o BC para nesses 13,75%. Existe certa consistência nesse cenário melhor prospectivo de curto prazo na produção de bens industriais no varejo, houve queda na gasolina, os preços do petróleo caíram. No geral, o BC até adotou um discurso 'hawkish', ele quer ganhar ancoragem sendo mais 'hawk', mas quando coloca a possibilidade de parada e um ajuste menor fica um pouco incompatível, o BC nem cogita manter o ritmo de altas. Acho que o BC vai reagir oportunisticamente aos dados melhores de inflação que virão para cravar o fim do ciclo."

PEDRO LUTZ RAMOS, ECONOMISTA-CHEFE, BANCO COOPERATIVO SICREDI

"Do nosso lado achamos que o BC ainda teria espaço para elevar mais o juro. O cenário ainda pede que a autoridade monetária seja conservadora para buscar a ancoragem das expectativas de inflação. Mas a decisão vai depender dos dados."

ANDRÉ PERFEITO, ECONOMISTA-CHEFE, NECTON

"A autoridade monetária adotou uma postura extremamente cautelosa e, colocando em termos mais coloquiais, preferiu 'errar para cima do que para baixo'. Neste sentido, mudamos nossa projeção de Selic de 13,50% para 14,25% ao final do ano, sendo duas altas de 25 pontos-base, o que satisfaz a sinalização do último parágrafo (do comunicado). [...] O Copom sugere que poderia parar o ajuste já em setembro, mas como este mesmo Copom se posicionou atento às expectativas nos parece que podemos ter na data ainda motivos para um aperto mais prolongado."

(Por José de Castro)

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