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BC diz que lucro de bancos deve continuar resiliente, mas alerta para aumento de riscos

Homem caminha em frente ao Banco Central do Brasil, em Brasília

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) -Os resultados do sistema bancário devem continuar resilientes apesar de incertezas no cenário econômico, após estabilidade no indicador de rentabilidade no primeiro semestre de 2022, apontou o Banco Central nesta quinta-feira, alertando para uma ampliação de risco observada nas concessões de crédito.

Em seu Relatório de Estabilidade Financeira, que leva em conta dados do primeiro semestre deste ano, o BC mostrou que o lucro líquido do sistema foi de 138 bilhões de reais nos 12 meses encerrados em junho, 5% superior ao registrado em 2021 e 20% acima do observado nos 12 meses encerrados em junho do ano passado.

“Após recuperação em 2021, a rentabilidade do sistema estabilizou-se próximo dos níveis pré-pandemia”, disse. “Os resultados do sistema devem continuar resilientes, embora existam incertezas relativas ao cenário econômico no médio prazo.”

De acordo com o diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Souza, o crédito bancário para pessoas físicas manteve alto ritmo de crescimento, sobretudo no crédito não consignado e no cartão de crédito --linhas que têm taxas de juros mais elevadas.

"A materialização de risco aumentou em razão de concessões mais arriscadas em trimestres anteriores e deve permanecer ainda alto, na avaliação do BC, devido à manutenção do apetite a risco das instituições financeiras, principalmente nos créditos às famílias e microempresas", disse.

Segundo o diretor, o BC vem alertando o sistema bancário para que continue buscando a qualidade das concessões de empréstimos porque foi observado "um aumento do crédito problemático" nas linhas não consignadas, de cartão de credito e para compra de veículos.

Nesse contexto, o relatório afirmou que "cresce a preocupação com o efeito de eventual frustração da atividade econômica sobre a materialização do risco de crédito".

O governo federal projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 2,5% em 2023, dado que não encontra respaldo de analistas de mercado. Segundo o mais recente boletim Focus, a projeção de crescimento em 2023 está em 0,64%. A estimativa do BC para o ano que vem está em 1,0%.

No caso do cartão de crédito, Souza ressaltou que o volume de ativos considerados problemáticos já supera o registrado no período anterior à pandemia de Covid-19.

O diretor explicou que a análise de ativos problemáticos aponta riscos para o sistema antes mesmo de a inadimplência ser materializada.

Nesse cenário de ampliação de riscos, o relatório do BC apontou que as provisões de perdas pelos bancos aumentaram, se mantendo em nível "confortável", acima das perdas esperadas.

"Análises realizadas pelo BC indicam que não há risco relevante para a estabilidade financeira", disse.

(Por Bernardo CaramEdição de Camila Moreira e Isabel Versiani)