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BC da Turquia surpreende e corta juros em 1 p.p. apesar do aumento da inflação

Logo do banco central da Turquia em sua sede em Ancara

ANCARA (Reuters) - O banco central da Turquia chocou os mercados nesta quinta-feira ao cortar sua taxa de juros em 1 ponto percentual, para 13%, dizendo que precisa continuar alimentando o crescimento da atividade econômica, mesmo com a inflação disparando para perto de 80% e em meio a uma tendência global de aperto monetário.

A lira turca caía 1% após o afrouxamento da política monetária, que nenhum economista previu em uma pesquisa da Reuters já que praticamente não havia sinal de que estava a caminho.

A moeda da Turquia chegou a cair para 18,15 por dólar após a decisão, mínima desde dezembro de 2020, contra 17,97 imediatamente antes.

O banco central manteve sua taxa de juros em 14% nos últimos sete meses, após corte de 5 pontos no final do ano passado, uma série de afrouxamentos que desencadeou uma crise cambial histórica e elevou a inflação para os maiores patamares em 24 anos.

A política monetária pouco ortodoxa defendida pelo presidente do país, Tayyip Erdogan, deixou as taxas reais profundamente negativas e aumentou as dificuldades econômicas das famílias turcas.

O comitê de definição de política monetária do banco central disse que indicadores antecedentes apontam para uma perda de dinamismo na atividade econômica no terceiro trimestre, o que o levou a agir.

"É importante que as condições financeiras permaneçam favoráveis para preservar o ímpeto de crescimento da produção industrial e a tendência positiva do emprego em um período de crescentes incertezas em relação ao crescimento global, bem como aumento do risco geopolítico", afirmou em comunicado.

"O nível atualizado da taxa básica de juros é adequado nas perspectivas atuais", acrescentou.

O afrouxamento monetário do ano passado desencadeou uma crise que corroeu 44% do valor da lira em relação ao dólar em 2021, alimentando ainda mais a inflação. A lira despenca mais 26,5% neste ano, enquanto a inflação atingiu 79,60% em julho.

O banco disse que a disparada da inflação foi impulsionada pelos efeitos defasados do aumento dos preços da energia, formações de preços que não são apoiadas por fundamentos econômicos e fortes choques negativos de oferta.

"O Comitê espera que o processo de desinflação comece com base nas medidas tomadas e implementadas de forma decisiva para fortalecer a estabilidade financeira e preços sustentáveis, juntamente com a resolução do conflito regional em curso", repetiu o banco.

A inflação da Turquia está entre as mais altas do mundo, enquanto sua taxa de juros real, negativa em 67%, está entre as mais baixas. Erdogan, que há anos se opõe a custos de empréstimos altos, enfrenta uma eleição difícil em meados de 2023.

(Reportagem de Ali Kucukgocmen e Ezgi Erkoyun)