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BC britânico tenta conter turbulência no mercado de dívida; libra segue em queda

Fachada do BC britânico, em Londres

Por David Milliken

LONDRES (Reuters) - O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) tentou conter um incêndio no mercado de títulos britânico ao anunciar nesta quarta-feira que comprará toda a quantidade necessária de dívida governamental para restaurar a estabilidade financeira após o caos desencadeado pela política fiscal do novo governo.

Tendo falhado em esfriar a venda de títulos com intervenções verbais nos dois dias anteriores, o BoE anunciou uma medida de emergência que, segundo o banco central, impedirá que a turbulência nos mercados se espalhe pelo país e reprima os fluxos de crédito.

"Se a disfunção neste mercado continuar ou piorar, haverá um risco material para a estabilidade financeira do Reino Unido", disse o banco central em comunicado que aliviou imediatamente as pressões sobre os rendimentos dos títulos do governo britânico.

O Tesouro disse que compensará integralmente as operações.

A libra esterlina caía 1,4%, a 1,0580 dólar, apenas dois centavos acima da mínima recorde batida na segunda-feira.

O BoE disse que está mantendo sua meta de reduzir em 80 bilhões de libras no próximo ano o valor de 838 bilhões de libras (892 bilhões de dólares) em participações em gilts, mas adiaria o início das vendas de títulos, que deveriam começar na próxima semana, por causa das condições do mercado.

O BoE disse na segunda-feira que não hesitaria em aumentar as taxas de juros e estava monitorando os mercados "muito de perto". Na terça-feira, o economista-chefe Huw Pill afirmou que o banco central provavelmente entregará um aumento "significativo" do juro quando se reunir em novembro.

Apesar desses comentários, o mercado permaneceu em turbulência.

No início desta quarta-feira, os rendimentos dos títulos do governo britânico de 30 anos subiram acima de 5% pela primeira vez desde 2002. Após o comunicado do BoE, os rendimentos de 30 anos caíram mais de 50 pontos-base no dia.

A última crise a atingir o estado britânico foi desencadeada pelos planos de Kwarteng de cortes profundos de impostos e desregulamentação para tirar a economia de um longo período de estagnação, o que foi visto como um retorno às doutrinas Thatcher e Reaganomics da década de 1980.

Ainda na terça, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a agência de classificação de risco Moody's aumentaram a pressão sobre o Reino Unido para reverter a nova estratégia definida pelo novo ministro das Finanças, Kwasi Kwarteng, na sexta-feira, num movimento que, segundo ele, estimularia o crescimento econômico.

A rara intervenção do FMI, credor global de última instância, sobre um país do G7 ressalta a gravidade da situação enfrentada pelo Reino Unido, com o valor da libra e dos títulos britânicos em colapso desde sexta-feira.

HUMILHAÇÃO

O FMI tem importância simbólica na política britânica: o resgate do país pelo Fundo em 1976, após uma crise no balanço de pagamentos, forçou enormes cortes de gastos e há muito é considerado um ponto baixo humilhante na história econômica moderna britânica.

A crise no Reino Unido também está sendo observada em todo o mundo, com a ministra da economia socialista da Espanha, Nadia Calvino, usando-a para atacar sua oposição conservadora.

Em um comunicado contundente, a Moody's disse que grandes cortes de impostos não financiados eram "negativos para o crédito" britânico e ameaçam gerar custos de financiamento estruturalmente mais altos que poderiam enfraquecer a economia.

O Departamento do Tesouro britânico disse que um anúncio em novembro detalhará os planos do governo para cortar a dívida no médio prazo.