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BC avaliou subir mais a Selic, mas ainda vê convergência à meta em 2022 com aperto de 1,5 p.p

·3 min de leitura
Sede do Banco Central em Brasília

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central avaliou acelerar a alta da Selic para além do ajuste de 1,5 ponto percentual que adotou, mostrou a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta quarta-feira, mas chegou à conclusão que com o ritmo adotado, mas considerando uma taxa terminal distinta, é possível levar a inflação à meta em 2022.

De acordo com o BC, o objetivo é viável a despeito da deterioração da perspectiva para as contas públicas, o que ocorreu após o governo indicar a disposição de driblar a regra do teto de gastos --considerada a única âncora fiscal crível do país-- para distribuir um benefício de no mínimo 400 reais no âmbito do novo Bolsa Família, batizado de Auxílio Brasil.

"O comitê avaliou, inclusive, cenários com ritmos de ajuste maiores do que 1,50 ponto percentual", trouxe a ata.

"Prevaleceu, no entanto, a visão de que trajetórias de aperto da política monetária com passos de 1,50 ponto percentual, considerando taxas terminais diferentes, são consistentes, neste momento, com a convergência da inflação para a meta em 2022, mesmo considerando a atual assimetria no balanço de riscos."

Sobre a questão fiscal, o BC afirmou que os desenvolvimentos nesse front implicam elevação do risco altista para as projeções de inflação no seu cenário básico, sendo que esse viés é agora maior do que o anteriormente considerado.

"Como consequência, o Comitê concluiu que o grau apropriado de aperto monetário é significativamente mais contracionista do que o utilizado no cenário básico", complementou o BC, reiterando disposição de ir mais fundo no processo de colocar a Selic em patamar que desaquece a economia para conseguir debelar a inflação.

Na ata, o BC ressaltou que desde o último encontro do Copom, houve alta "substancial" dos preços internacionais de commodities energéticas, com impacto inflacionário amplificado pela depreciação do real.

Segundo o BC, esta combinação foi "o fator preponderante para a elevação das projeções de inflação do comitê tanto para 2021 quanto para 2022".

Neste período do ano choques nos preços das commodities em reais já têm efeito direto na inflação de 2022, o que eleva a volatilidade dessas projeções, admitiu o BC. Mas a autoridade monetária repetiu que, mesmo assim, mira a convergência à meta no ano que vem.

"O Comitê entende que um processo de desancorarem de expectativas pode gerar elevados custos econômicos de longo prazo, motivando o Copom a escolher uma trajetória de elevação de juros compatível com a convergência da inflação para a meta ainda em 2022", afirmou.

Na semana passada, o BC aumentou o ritmo de aperto monetário diante da deterioração do cenário fiscal e promoveu uma alta de 1,5 ponto percentual na Selic, ao patamar de 7,75% ao ano, numa tentativa de domar as crescentes pressões inflacionárias.

Esta foi a maior elevação na taxa básica de juros desde dezembro de 2002, quando houve aumento de 3 pontos da Selic, a 25% ao ano, em uma resposta ao derretimento do mercado e à disparada do dólar por temores associados à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência.

O BC também indicou, já na quarta-feira passada, que deveria repetir a dose, adotando outra elevação de igual magnitude na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 7 e 8 de dezembro.

O BC agora enxerga IPCA de 4,1% no ano que vem, ante 3,7% anteriormente, mais distante da meta central de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos, conforme estimativas divulgadas na última quarta-feira.

Para este ano, o BC vê inflação de 9,5% (8,5% antes) e para 2023 a expectativa é de alta de 3,1% (3,2% antes), contra metas de 3,75% e 3,25%, respectivamente, também com margem de 1,5 ponto.

No boletim Focus mais recente, as projeções dos economistas são mais pessimistas, com IPCA em 9,17% este ano, 4,55% ano que vem e 3,27% em 2023.

(Por Marcela Ayres)

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