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‘BBB21’: um mês de sessões de terapia evitam picos de stress de brothers

Patrick Monteiro
·2 minuto de leitura
Participantes do 'BBB 'têm atendimento psicológico toda semana (reprodução / rede globo)
Participantes do 'BBB 'têm atendimento psicológico toda semana (reprodução / rede globo)

Há cerca de um mês o ‘Big Brother Brasil 21’ começou a oferecer para os participantes confinados sessão de terapia com uma psicóloga regularmente às quartas-feiras e os ânimos da casa mudaram drasticamente.

Sem picos de stress recorrentes, os participantes têm mantido a cabeça mais centrada no jogo diário e focado em desenvolver estratégias para se manterem mais seguros e por mais tempo no finamento. Mas para saber mais dos benefícios da pratica em um ambiente de confinamento, Yahoo! conversou com o psicólogo e escritor Alexandre Bez.

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“Os ganhos das sessões semanais são muitos, indo desde a retomada de consciência até as mudanças pessoais que podem se instalar nas próprias condutas comportamentais de cada jogador. É importante apontar que o BBB, em sua natureza, coloca as pessoas em situações de vulnerabilidade. Pessoas com mais fragilidades emocionais tendem a sofrer mais com as variações de emoções”, aponta o profissional.

Ele ainda ressalta que a terapia pessoal reflete diretamente no bem estar coletivo. “Todos nós temos questões a serem tratadas, quando estamos em situações conflitantes acabamos mais suscetíveis a sofrer com nossas emoções. Essas sessões dentro do reality irão acalmar as inquietações”, ressalta.

Hoje, com a psicóloga regularmente, os participantes chegam a correr quando a produção comunica que ela está disponível. Nem todos fazem o atendimento, o que deve ser respeitado. “De maneira alguma deve ser imposta. De qualquer forma, intervir forçadamente estragaria a proposta do programa onde o grande atrativo são os conflitos da vida real”, avalia.

Diferente do que foi pensado, que as sessões deixariam o jogo mais morno, as sessões trouxeram uma leveza da participação em pontos que estavam causando incômodos no público e ressaltaram outros. “A psicoterapia é um processo longo, mas com certeza essas sessões provocarão reflexões. Com a reestruturação psicológica, o clima pode se acalmar nos dias próximos aos da terapia, pois as frustrações pontuais podem ser amenizadas por esses acompanhamentos, mas a grande questão é que os traumas e estresses mais intensos demandam mais tempo, a psicoterapia tem uma funcionalidade gradual, seu tempo vai além da carga cronológica de duração do reality”, alerta.

Vale pontuar que, os confinados na casa ou nós, viemos de um processo de isolamento social, dilemas e questões nunca antes experimentadas por conta do início da pandemia de covid-19 em 2020. “Com certeza a percepção dos participantes estão afetadas, nossas questões cognitivas acabaram sendo prejudicadas em decorrência da pandemia. Estamos isolados socialmente desde o início de 2020, essas condições ocasionam estresse, angústia, tristeza e ansiedade”, lembra.

E, do isolamento cotidiano, as pessoas aceitaram ficar confinadas em uma casa com mais 17 pessoas desconhecidas e com comportamentos distintos. “O convívio com diversas personalidades e culturas diferentes, dentro de uma competição, naturalmente geram conflitos. É visível que o confinamento potencializa condutas e emoções, o estresse, que vem sendo intensificado ao longo dos meses, tem força para alterar comportamentos e até mesmo despersonificar pensamentos”, conclui.