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BB Seguridade mira topo do novo intervalo indicativo de lucro em 2019

Sérgio Tauhata

Braço de seguros, previdência e capitalização do BB divulgou na véspera projeção de crescimento de 13% a 17% no ano A BB Seguridade pretende entregar um lucro líquido em 2019 mais perto do topo do novo 'guidance' (intervalo de projeções), afirmou o CEO Bernardo Rothe durante teleconferência com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre.

O braço de seguros, previdência e capitalização do Banco do Brasil divulgou na véspera, junto com os números do período entre julho e setembro, uma nova projeção para o lucro líquido neste ano, com crescimento entre 13% e 17%. A anterior previa um aumento de 8% a 13%.

“A gente nunca trabalha com guidance em que a meta está no meio da projeção”, disse o CEO. “Nossa expectativa não é meio, mas o topo do guidance”, reiterou. Segundo Rothe, a faixa existe para “deixar margem para algum evento inesperado” que possa impactar os resultados.

O lucro líquido ajustado de nove meses, na verdade, supera levemente o teto da meta, com 17,1% de expansão, a R$ 3,173 bilhões. No terceiro trimestre, a última linha do balanço registrou R$ 1,081 bilhão, com avanço de 21,3% frente ao mesmo período do ano passado.

“O número implícito acaba sendo menos relevante, porque o que queremos ressaltar é a tendência de crescimento do resultado”, ponderou Werner Süffert, diretor de gestão corporativa. Segundo o executivo, “um dos motivos para a alteração do guidance foi o resultado financeiro mais forte que o esperado, mas esse é um efeito que a gente não julga como recorrente”.

O resultado financeiro apresentou alta de 24,9% ante o terceiro trimestre de 2018. De acordo com Süffert, a subida refletiu um ajuste da curva de juros e uma arbitragem positiva entre o IGP-M, que reajusta o passivo atuarial de planos de benefício definido, e o IPCA, índice de referência para correção dos ativos.

De acordo com Rothe, a companhia pretende manter uma política de “payout” elevado, ou seja, a distribuição de lucro aos acionistas.

“O que a gente vai fazer é uma política de payout adequada”, disse.

Conforme o CEO, é possível investir em novos negócios “sem mexer no payout”. Mesmo se surgir uma oportunidade que exigisse muito capital, “temos a possibilidade de buscar endividamento; temos uma capacidade de ir a mercado que não estamos utilizando”.

Segundo o executivo, reter lucros não interessa no momento para a companhia. “O cenário de taxa de juros não justifica manter uma posição de caixa muito alta.”

Para Rothe, o grupo analisa possibilidades de aquisições, mas “não vemos nenhum movimento de grande porte pela frente”. O executivo acrescenta que “no mercado não existe nenhuma oportunidade de grande porte, são todas de pequeno porte, adequadas à nossa capacidade de geração de caixa”.