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BB enxerga desconto excessivo das ações em relação aos pares privados

·3 min de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Historicamente, ações de empresas sob controle do Estado costumam negociar com algum tipo de desconto em relação aos pares privados, frente ao risco intrínseco de interferência política no negócio.

Na avaliação do Banco do Brasil, contudo, o desconto com que suas ações negociam na Bolsa de Valores é excessivo se comparado com a média de mercado.

"Estamos com nossa agenda de recomposição de rentabilidade, buscando alinhar nossa rentabilidade aos pares. Entendemos que temos um desconto muito grande, talvez excessivo, em relação aos preços das nossas ações", afirmou José Ricardo Forni, vice-presidente de gestão financeira, meios de pagamentos e de relações com investidores do BB, durante teleconferência para comentar sobre os resultados do banco no terceiro trimestre de 2021.

Entre os grandes bancos com ações na Bolsa, as do conglomerado estatal são as que têm a maior queda no acumulado de 2021, até 8 de novembro, de aproximadamente 19,7% no intervalo. O Ibovespa cai cerca de 12% no mesmo período.

Segundo o vice-presidente do BB, a expectativa é obter um crescimento da carteira de crédito em 2022 em linha com o que se espera do mercado de forma geral, ao redor de um dígito alto.

A carteira de crédito da instituição financeira chegou a R$ 814,2 bilhões em setembro, alta de 11,4% em bases anuais, e de 6,2% ante junho de 2021, impulsionada pelo avanço em segmentos como o de pessoas físicas, com crescimento de 14,2% na comparação anual, de micro, pequenas e médias empresas, com alta de 24,6%, e de agronegócios, com 18,5%.

Frente aos resultados apresentados no terceiro trimestre, o banco revisou as projeções para o crescimento da carteira de crédito em 2021, de uma faixa entre 8% e 12% para algo ao redor de 14% a 16%.

A performance nos próximos exercícios, prevê Forni, deve ser impulsionada pelos mesmos segmentos que já têm se destacado nos últimos balanços.

A inadimplência, por sua vez, deve acompanhar esse crescimento da carteira e se normalizar em patamares mais altos do que os atuais. "Acabando um pouco desse efeito da pandemia e com a provisão que foi sendo feita em 2020, naturalmente, vai se acomodando", disse Forni.

Ana Paula Teixeira, vice-presidente de controles internos e gestão de riscos do BB, disse que espera por uma "moderada elevação" da inadimplência, com uma consequente redução do índice de cobertura nos próximos períodos.

A avaliação interna no banco é a de que o movimento de aumento no índice de atrasos deve seguir a tendência que já tem sido observada nos últimos meses, puxado para cima pelas pessoas físicas, e com uma redução entre as pessoas jurídicas e no agronegócio.

Entre as pessoas físicas, a inadimplência encerrou o terceiro trimestre em 1,23%, ante 0,73% no mesmo período de 2020, e 1,20% em junho de 2021.

Já entre as pessoas jurídicas, o índice de atrasos foi de 1,53% em setembro, contra 1,99% há um ano, e 1,80% no segundo trimestre. No caso do agro, a taxa passou de 2,84% em setembro de 2020 para 0,74% em junho de 2021, e 0,71% no final do terceiro trimestre.

"À luz do cenário econômico de 2022, são essas as tendências em relação ao crescimento da carteira e o efeito na inadimplência", afirmou Forni.

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