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Bayer pagará US$ 40 milhões em processo por uso de glifosato

(Arquivo) Cliente compra o herbicida Roundup em 10 de julho de 2018 em mercado de San Rafael, Califórnia

O grupo farmacêutico e agroquímico alemão Bayer pagará quase 40 milhões de dólares em um processo nos Estados Unidos por uso de glifosato, o agrotóxico mais utilizado do mundo, acusado de provocar problemas de saúde.

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Um grupo acusava a Bayer de ter ocultado os riscos do glifosato para a saúde quando comprou, em 2018, a concorrente Monsanto por 63 bilhões de dólares, segundo um documento do tribunal de Kansas City publicado na segunda-feira e divulgado pela agência Bloomberg.

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No total, o grupo pagará 39,6 milhões de dólares.

"O caso chegou a uma resolução satisfatória para todas as partes e depende da aprovação do tribunal competente", afirmou a Bayer em um comunicado.

Há dois anos a Bayer está envolvida em outro processo nos Estados Unidos, o mais importante para a questão, no qual milhares de demandantes questionam a empresa pelos supostos efeitos cancerígenos dos herbicidas da Monsanto, entre eles o Roundup.

O processo inclui 48.600 acusações.

A Bayer perdeu os três primeiros julgamentos nos Estados Unidos e foi condenada a pagar multas muito elevadas, que depois foram reduzidas em segunda instância.

O grupo tenta, com o advogado americano Ken Feinberg, fechar o caso com um acordo e poderia aceitar pagar até 10 bilhões de dólares, segundo o Wall Street Journal.

A Bayer nega responsabilidade e recorda que desde o início da comercialização do glifosato nos anos 1970 nenhum organismo de regulamentação chegou à conclusão de que o produto é perigoso para a saúde.

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