Mercado fechado
  • BOVESPA

    129.513,62
    +1.085,64 (+0,85%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.558,32
    +387,54 (+0,77%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,33
    +0,25 (+0,34%)
     
  • OURO

    1.775,10
    -8,30 (-0,47%)
     
  • BTC-USD

    34.871,85
    +1.445,58 (+4,32%)
     
  • CMC Crypto 200

    838,66
    +52,05 (+6,62%)
     
  • S&P500

    4.266,49
    +24,65 (+0,58%)
     
  • DOW JONES

    34.196,82
    +322,58 (+0,95%)
     
  • FTSE

    7.109,97
    +35,91 (+0,51%)
     
  • HANG SENG

    28.882,46
    +65,39 (+0,23%)
     
  • NIKKEI

    28.875,23
    +0,34 (+0,00%)
     
  • NASDAQ

    14.359,00
    +96,00 (+0,67%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,8632
    -0,0653 (-1,10%)
     

"Baterias a ar" mostram potencial para substituir as de íons de lítio no futuro

·3 minuto de leitura

A energia está no ar, de acordo com uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Liverpool e da Universidade Loughborough, ambas na Inglaterra. A tecnologia ainda está em desenvolvimento, mas, em teoria, baterias feitas com lítio-oxigênio (Li-O2) poderiam armazenar uma carga muito maior do que as células convencionais de íons de lítio usadas atualmente.

As baterias de lítio-oxigênio (ou lítio-ar, como também são chamadas) apresentam uma estrutura condutora porosa, onde seus eletrodos liberam a energia da reação entre o oxigênio do ar e o lítio, o que resulta em uma estabilidade melhorada em ciclos mais longos de carga.

“A capacidade de formular precisamente o eletrólito usando componentes de baixa volatilidade prontamente disponíveis nos permitiu adaptar um eletrólito para as necessidades da tecnologia de bateria de metal-ar, que oferece uma funcionalidade de ciclo muito melhorada", afirma o professor Alex Neale.

Esquema mostrando a relação entre os reagentes de uma bateria de lítio-ar. (Imagem: Reprodução/ExtremeTech)
Esquema mostrando a relação entre os reagentes de uma bateria de lítio-ar. (Imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Resultados animadores

Segundo Neale, os resultados conquistados até agora mostram que é possível obter ganhos significativos na estabilidade do eletrólito presente na interface do eletrodo do lítio, dando à célula de energia um desempenho muito maior.

“Foi emocionante ver através do uso de cálculos e dados experimentais que fomos capazes de identificar os principais parâmetros físicos que permitiram que as formulações se tornassem estáveis ​​contra a interface do eletrodo de metal de lítio", diz o professor Pooja Goddard, coautor do projeto.

Em uma célula completa de Li-O2, um eletrólito líquido exibiu estabilidade mútua em ambas as interfaces, bem como uma pressão de vapor muito baixa para impedir a evaporação do eletrólito sob um suprimento de gás dinâmico. O uso de eletrólitos sólidos foi a estratégia escolhida para proteger o metal de lítio, o que pode representar uma eficiência mais aprimorada em futuras baterias de lítio-oxigênio.

Esquema energético da bateria de lítio-oxigênio (Imagem: Reprodução/University of Liverpool)
Esquema energético da bateria de lítio-oxigênio (Imagem: Reprodução/University of Liverpool)

Mais testes

Os eletrólitos projetados durante os experimentos fornecem novas formulações que podem servir como referência para compreender melhor e desenvolver arquiteturas catódicas inéditas e mais eficazes. A ideia é reduzir as perdas de energia que ocorrem durante os ciclos de carga e descarga ao longo do período de vida útil das baterias.

"Baterias a ar" são mais eficazes que as de íons de lítio, mas ainda duram menos (Imagem: Reprodução/Envato)
"Baterias a ar" são mais eficazes que as de íons de lítio, mas ainda duram menos (Imagem: Reprodução/Envato)

Uma vez que as "baterias a ar", como as de lítio-ar, ferro-ar e silício-ar, capturam o oxigênio atmosférico para gerar uma reação química em seu interior no ciclo de descarregamento, elas liberam esse oxigênio de volta durante o recarregamento, fazendo com que o processo se torne menos desgastante, sem apresentar perdas significativas de desempenho.

Se a teoria apresentada pelos cientistas ingleses for realmente comprovada fora dos laboratórios, esse tipo de bateria pode ser mais viável do que a atual geração de baterias de íons de lítio. Por enquanto, as células de lítio-oxigênio costumam desperdiçar a maior parte da energia que recebem durante o carregamento em forma de calor, o que compromete sua vida útil a médio e longo prazo. A evolução desses estudos, porém, pode tornar essa iniciativa uma opção bem interessante para substituir ar baterias de íons de lítio no futuro.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos