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Batalha política nos EUA para aumentar o teto da dívida

·3 minuto de leitura
A secretária do Tesouro, Janet Yellen, alertou que, se o teto da dívida não for aumentado, o governo dos Estados Unidos ficará sem dinheiro para pagar suas contas em outubro (AFP/SAUL LOEB)

O governo dos EUA alertou nesta segunda-feira (20) sobre a ameaça de uma "crise financeira histórica" se democratas e republicanos não chegarem a um acordo no Congresso sobre o aumento do teto da dívida do país.

A falta de entendimento impediria os Estados Unidos de honrar seus compromissos financeiros já em meados de outubro.

A secretária do Tesouro, Janet Yellen, descreveu um panorama apocalíptico em coluna publicada no The Wall Street Journal sobre as consequências que derivariam de uma falta de acordo no Legislativo: as taxas de juros da dívida dos Estados Unidos disparariam, o mercado de ações cairia e dezenas de milhões de soldados e aposentados não teriam renda. Além disso, uma nova recessão pode ocorrer com milhões de empregos perdidos.

Se o limite da dívida do Estado federal não for aumentado, poderá haver sérias consequências para a economia americana e também a mundial, que tenta se levantar do golpe da pandemia do coronavírus, alerta a secretária do Tesouro.

Em agosto de 2019, o teto da dívida dos EUA foi suspenso graças a um acordo entre o então presidente Donald Trump e os democratas do Congresso. Mas um limite de 28,4 trilhões de dólares está em vigor desde 1º de agosto.

No dia 8 de setembro, Yellen alertou que os Estados Unidos poderiam ficar sem recursos "durante o mês de outubro".

- Recorrente -

A disputa é, no entanto, uma falsa batalha política entre democratas e republicanos. Embora o Congresso tenha a prerrogativa de aumentar esse limite de emissão de dívida, os democratas poderiam por conta própria aprovar um novo teto com seus votos.

Desde a década de 1960, o problema é recorrente: esse teto da dívida foi aumentado ou suspenso 80 vezes. Apenas durante o mandato de Trump (2017-2021), ele foi suspenso três vezes pelo Congresso.

Mas os republicanos se recusam a aprovar um novo aumento, insatisfeitos com os planos de investimento que o presidente Joe Biden está promovendo.

Os democratas "querem que ajudemos a pavimentar o caminho para seu programa de destruição de empregos, ao qual nos opomos", disse o chefe republicano do Senado, Mitch McConnell, na semana passada.

- O fantasma do déficit -

"O país não deve ficar inadimplente. O teto da dívida deve aumentar. Mas fazer isso é responsabilidade daqueles que o povo americano elegeu", argumentou o próprio McConnell no site de notícias políticas Punchbowl News, sugerindo que os democratas terão que se defender para formar a maioria.

Os democratas querem votos republicanos, mas estão prontos para votar para aumentar o teto da dívida usando um procedimento que lhes permite aprovar seus projetos de lei com sua maioria estreita no Congresso.

"Demorar muito" para aumentar a capacidade de endividamento do país "não é aceitável", acrescentou Yellen. “Acabamos de sair da crise. Evitemos voltar a uma situação totalmente evitável”, concluiu o responsável.

Os Estados Unidos nunca entraram em uma moratória, mas em 2011, quando Barack Obama era presidente, a estagnação no Congresso levou a agência de classificação Standard and Poor's a retirar a classificação "AAA" da dívida dos EUA.

Esse episódio "levou os Estados Unidos à beira da crise", lembrou Yellen.

jul/Dt/mr/rsr/ap/mvv

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