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Barros diz que Guedes é ministro mais forte e defende consenso antes de anunciar projetos

DANIELLE BRANT
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***ARQUIVO***SÃO PAULO: Líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-RR). (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO: Líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-RR). (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou nesta sexta-feira (25) que Paulo Guedes (Economia) é o ministro mais forte de Jair Bolsonaro e afirmou que projetos, entre eles o substituto do Bolsa Família, só serão anunciados após terem o aval do presidente.

Barros concedeu entrevista à emissora CNN Brasil e falou sobre o episódio de quarta-feira (24) em que aparece ao lado de Guedes e do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, em um pronunciamento.

Em imagens da CNN Brasil, Barros fala "tá bom" algumas vezes ao ministro e depois repete "vamos lá", enquanto o ministro se afasta dos microfones.

Nesta sexta-feira (25), ao ser questionado sobre o episódio, Barros não responde diretamente e diz que Guedes é "o ministro mais forte do governo". "Ele é o que tem mais capacidade de induzir as decisões do governo, até porque todos os ministérios querem gastar, e ele tem que manter o rigor fiscal, o teto de gastos, e orientar, portanto, essa produção de como o governo deve caminhar", disse.

O deputado afirmou que, desde quarta, o governo está construindo uma mudança na articulação para evitar "adiantar temas que ainda não estão consensados e que, com isso, a gente crise um ruído que atrapalhe a articulação política."

Segundo ele, a ideia é que os textos, como o que vai tratar da criação de um imposto digital para compensar a perda de receita com uma desoneração ampla da folha de pagamentos, sejam submetidos ao crivo do Palácio do Planalto, para formar uma opinião de governo.

Na sequência, seriam levados a Bolsonaro, que validaria os pressupostos, antes de os projetos serem apresentados aos líderes do governo na Câmara e no Senado. Só depois, as medidas seriam anunciadas, para que tenham possibilidade de serem aprovadas.

"A gente não quer mais ficar falando coisa para a mídia que, depois, o próprio governo vai dizer que não concorda. Por isso, essa nova articulação política, que combina primeiro, anuncia depois."