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Barris extras da Opep+ podem não atender expansão da demanda

·4 minuto de leitura

(Bloomberg) -- À medida que a demanda por petróleo se recupera do choque da pandemia, o mercado global pode em breve pedir mais petróleo da Opep+. Mas a coalizão não tem todos os barris que está promovendo.

O consumo de combustíveis deve retornar a níveis normais já no próximo ano. Com o rigoroso controle dos gastos de grandes petroleiras internacionais e produtoras de gás de xisto, consumidores contam com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e parceiros para atender à demanda extra.

No papel, a aliança de 23 nações ainda terá 5,8 milhões de barris diários fora do mercado - quase 6% da oferta global - quando se reunir no próximo mês para debater se deve acelerar a produção.

Mas esse número é baseado em alguns cálculos questionáveis, como bases infladas para vários países e números de capacidade desatualizados de outros. Levando esses fatores em consideração, o grupo pode ficar aquém do colchão oficial em mais de 1 milhão de barris por dia, que representaria o crescimento da demanda em um ano típico antes da Covid.

“Se a Opep deve atender à demanda crescente de seu petróleo, a capacidade ociosa é pequena sob qualquer medida”, disse Bill Farren-Price, diretor da empresa de pesquisas Enverus. “Muitos desses países estão em declínio.”

A rapidez com a qual o cartel precisará adicionar barris não depende apenas da recuperação econômica, mas também da geopolítica. O Irã, membro da Opep, conduz negociações nucleares com os Estados Unidos que, se bem-sucedidas, poderão reativar suas exportações após anos de sanções.

Isso poderia satisfazer parte do crescimento da demanda previsto ainda este ano, mas pode não ser suficiente para compensar completamente o iminente déficit de oferta. Se o Irã não conseguir garantir um acordo, a pressão para que outras nações da Opep+ abram as torneiras vai aumentar.

Cálculos questionáveis

A Agência Internacional de Energia alerta que os preços - já acima de US$ 70 o barril - vão subir ainda mais sem suprimentos extras. No entanto, há duas grandes razões para duvidar se a capacidade adicional da Opep+ é tão grande quanto anunciada.

Primeiro, a Arábia Saudita e a Rússia - de longe os maiores produtores do grupo - estão medindo a quantidade que podem aumentar em relação aos níveis de produção excepcionalmente altos atingidos brevemente ao longo da guerra de preços no ano passado.

Restaurar os 5,8 milhões de barris previstos no acordo da Opep+ exigiria que a Arábia Saudita repusesse 11 milhões de barris por dia, um nível que o reino atingiu apenas algumas vezes em sua longa história como produtor de petróleo.

É mais provável que o governo de Riade retome os níveis típicos anteriores à crise, perto de 10,3 milhões de barris por dia, de acordo com uma pessoa a par da estratégia saudita. Isso se encaixaria na tradicional política do reino de reter cerca de 1,5 milhão de barris de capacidade diária para uso emergencial.

O acordo da Opep+ também confere capacidade máxima de produção de petróleo de 11 milhões de barris por dia da Rússia. O país manteve a produção total de petróleo acima desse nível antes da pandemia, incluindo um tipo de hidrocarboneto leve conhecido como condensado.

Embora a Rússia não divulgue regularmente sua produção de condensado, os cálculos da Bloomberg usando dados da Opep+ sugerem que o país bombeou cerca de 940 mil barris por dia de petróleo leve, em média, de setembro de 2020 a abril de 2021. Isso sugere que a capacidade máxima de petróleo do país está perto de 10,4 milhões de barris por dia.

“A matemática da Opep é sempre complicada, eles sempre usam uma base muito alta para os cortes”, disse Bjarne Schieldrop, analista-chefe de commodities do SEB. “A Arábia Saudita provavelmente será mais cautelosa do que retornar a 11 milhões de barris por dia. A média deles de 2015 a 2019 foi mais próxima de 10 milhões.”

Obstáculos

O segundo fator é que um grupo de países da Opep+ provavelmente já não consegue atingir suas bases de produção, que usam como referência o volume de 2018. Vários podem até ter dificuldade em aumentar além dos níveis atuais, devido a anos de subinvestimento no setor de petróleo.

“Alguns dos países da Opep+, como Argélia, Angola e Nigéria, podem não estar em posição de restaurar a produção para os níveis básicos acordados pela Opep+ em abril de 2020”, disse Bassam Fattouh, responsável pelo Oxford Institute for Energy Studies. “O choque atingiu o investimento e a atividade dos setores de petróleo.”

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©2021 Bloomberg L.P.

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