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Bares e restaurantes do Rio preveem mil demissões por semana com decreto

DIEGO GARCIA
·4 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O novo decreto que proíbe bares e restaurantes do Rio de Janeiro de funcionarem depois das 17h a partir desta sexta (5) e até a próxima quinta (11) não agradou aos donos dos estabelecimentos da cidade carioca, que calculam prejuízos e demissões para os próximos dias. Segundo o SindiRio (Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro), o setor já prevê mil cortes de empregos por semana com as novas medidas, além de queda de faturamento de 80%, interrupção de pagamento de fornecedores e de contas de gás, luz e água, além de 100 mil funcionários com atrasos salariais. Fernando Blower, presidente do sindicato, afirmou que o anúncio desta quinta talvez seja a notícia mais dura ouvida pelo setor em toda a pandemia, pois veio em um momento que a categoria ainda quitava as dívidas do ano passado, após o distanciamento social causado pela pandemia. "Quando a gente começava a conseguir pagar as contas, com empréstimos vencendo, voltaremos a ter atividades inviabilizadas em sua maioria e não teremos dinheiro para pagar toda folha de funcionário que vence nesta sexta (5)", disse Blower. Antes da pandemia, a cidade do Rio tinha 10 mil bares e restaurantes, mas cerca de 25% fecharam definitivamente com a pandemia, segundo dados do SindiRio. "Esperamos o quanto antes que a prefeitura se sensibilize e procure saber que não somos os vilões, respeitamos protocolos e queremos sim uma retomada segura e responsável para todos os setores", afirmou o presidente do sindicato. O Rio de Janeiro seguiu o movimento de outras regiões e decidiu decretar toque de recolher, restrição de horário para bares e restaurantes e proibição de festas e comércios nas praias para conter a disseminação do novo coronavírus, que já atinge recordes no país. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da cidade. Bares, lanchonetes e restaurantes só poderão abrir das 6h às 17h, com 40% de sua capacidade, inclusive em shoppings e centros comerciais. Já as demais atividades com atendimento presencial podem funcionar entre as 6h e as 20h, também com a mesma ocupação. Os bares lamentaram a condução do processo feita pelo prefeito Eduardo Paes (DEM). Na última segunda (1º), em seu Twitter, o político havia dito que não aumentaria as restrições na cidade, o que fez o setor se programar para o fim de semana com encomenda de estoques e compras de mercadorias. Porém, a mudança de postura por parte do prefeito pegou a categoria de surpresa. Fernando Torres, do bar Os Imortais, em Copacabana, apontou prejuízo de R$ 25 mil, pois o estabelecimento só abre à noite, e as compras para os próximos dias vão estragar. "Fomos pegos de surpresa, um dia após comprar a produção do fim de semana. Achei uma atitude muito radical", disse Torres. Ele entende que a redução poderia ser apenas até as 23h, de modo a não afetar tanto o setor, e futuramente, caso não desse resultado, poderia ocorrer alguma atitude mais drástica. "Eu vou ter uma semana sem abrir o estabelecimento. Com isso, vou ter custo de funcionário, de aluguel, nada disso vai ser reduzido", afirmou o empresário. Ele tem 14 funcionários no bar, que podem sofrer dispensa caso as medidas sejam prorrogadas. Rodrigo Tavares, do bar Cumpadres, com sedes nos bairros de Copacabana e Humaitá, também criticou o prefeito por ter prometido uma coisa no início da semana e mudado de ideia dias depois. Ele apontou prejuízo de R$ 30 mil com estoque adquirido para o fim de semana. "Estamos nos sentindo traídos. Qual o sentido da regressão? Desde que saiu a notícia o movimento já caiu, ninguém tem dinheiro em caixa para suportar uma, duas e três semanas com folha de pagamento para pagar amanhã, muito complicado", disse o empresário. Tavares afirmou que tinha 56 funcionários antes da pandemia, mas o número reduziu para atualmente 22. Com o novo decreto, Tavares já diz ser provável que o contingente sofra nova redução. "O delivery não representa nem 15% do faturamento. Situação horrível, não sei o que fazer", afirmou. O setor se reuniu na manhã desta quinta com o prefeito e explicou a situação, pedindo ao menos que as restrições sejam a partir de 23h. De acordo com empresários de bares e restaurantes, é a partir desse horário que ocorrem as aglomerações, pois é quando os jovens começam a chegar. Segundo pessoas ouvidas pela reportagem, o prefeito não prometeu mudar o decreto, mas ficou de avaliar. "Ninguém quer que abra tudo e gerar nenhuma morte, estamos respeitando os protocolos", afirmou Rodrigo Tavares. SÃO PAULO Em São Paulo, o retorno à fase vermelha do plano de restrição de circulação para conter a Covid-19 deve trazer uma nova onda de quebradeira, diz Cristiano Melles, presidente da ANR (Associação Nacional de Restaurantes). "Vai ser uma sentença de morte para o setor", afirmou, ao jornal Folha de S.Paulo. Em um ano, foram mais de 120 mil restaurantes fechados, disse Melles. Segundo ele, a demanda dos empresários paulistas vai além dos pedidos para deixar os estabelecimentos abertos. "Agora é preciso ajudar com ações a fundo perdido para fazer reviver um setor que emprega e tem um papel importante no primeiro emprego".