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Barclays quer retorno de 60 mil funcionários em trabalho remoto

·2 minuto de leitura
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

O Barclays quer o retorno da vida normal dos escritórios.

“Temos cerca de 60 mil pessoas trabalhando em suas mesas de cozinha”, disse o diretor-presidente do banco, Jes Staley, em entrevista à Bloomberg Television na quarta-feira. O executivo destacou que as preocupações com saúde e segurança são fundamentais, mas “é importante reunir novamente as pessoas em concentrações físicas”, afirmou.

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O banco britânico trouxe alguns funcionários de volta aos escritórios no Reino Unido, Estados Unidos e Índia em julho. O restante da força de trabalho recebeu a recomendação para ficar em casa pelo menos até o fim de setembro. Atualmente, cerca de 25% da equipe trabalha nos escritórios do Barclays, de acordo com Staley.

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“Temos 20 mil pessoas no Reino Unido que estão de fato trabalhando em escritórios”, afirmou. “Trabalham em nossas agências, em nossas centrais de atendimento.”

Staley havia dito anteriormente que a sede construída com capacidade para milhares de funcionários poderia ser “coisa do passado”, caso o distanciamento social significasse que apenas duas pessoas poderiam pegar um elevador de cada vez. O CEO americano sugeriu em abril que banqueiros de investimento poderiam trabalhar em agências locais como opção.

Ele espera que as lições aprendidas durante o surto de Covid-19 sejam aplicadas adiante, mas “queremos nosso pessoal reunido novamente para garantir a evolução de nossa cultura e controles, e acho que isso acontecerá ao longo do tempo”.

Centros financeiros na Europa e EUA organizaram planos para receber trabalhadores nos próximos meses, após o fechamento dos escritórios para diminuir a propagação do coronavírus. O temor de uma segunda onda atrasou os planos de retorno de algumas empresas: a NatWest Group disse à maioria dos funcionários para trabalharem em casa até o próximo ano como precaução contra a pandemia.

O Barclays divulgou o balanço do segundo trimestre na quarta-feira. O banco fez provisões de 1,6 bilhão de libras (US$ 2,1 bilhões) para empréstimos duvidosos, na expectativa de um período prolongado de retração econômica.

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