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Bandidos clonam voz de executivo para roubar US$ 35 milhões

·2 minuto de leitura

Um furto de US$ 35 milhões foi realizado de um banco nos Emirados Árabes Unidos sem ameaças, armas ou malwares arrojados, mas sim, a partir da clonagem do perfil de voz de um executivo de uma grande empresa. No maior caso desse tipo já registrado, uma quadrilha usou técnicas de engenharia social, envolvendo e-mails e até a identidade de pessoas reais, para fazer com que um gerente autorizasse as transferências de alto valor em nome de alguém que nem mesmo sabia o que estava acontecendo.

Enquanto a identidade do executivo cuja voz foi clonada não foi divulgada, assim como sua empresa ou o banco que sofreu o golpe, os detalhes do caso servem como um alerta sobre um novo tipo de atuação com alta sofisticação. Os criminosos, por exemplo, pareciam saber que o gerente da instituição já havia conversado com o executivo antes e que ele parecia ser um cliente contumaz, que realizava grandes movimentações desse tipo.

Antes mesmo da chamada fraudada, uma série de e-mails haviam sido trocadas entre os dois e um advogado chamado Martin Zelner, que existe de verdade. A comunicação estava relacionada à compra de uma grande empresa, com uma série de contas a serem acionadas quando fosse a hora; ela chegou, a transferência dos fundos foi aprovada, já que para o gerente tudo parecia legítimo, e lá se foram os US$ 35 milhões para as mãos dos criminosos.

O furto aconteceu no início de 2020 e foi divulgado publicamente agora, em um documento enviado pelo governo emiradense aos Estados Unidos, solicitando ajuda para rastrear parte do montante roubado. As informações são poucas e o prognóstico não é bom — as autoridades citam uma cifra de US$ 400 mil, apenas, enviadas a uma conta em um banco americano, enquanto o restante foi pulverizado em instituições ao redor do mundo.

O governo dos Emirados Árabes Unidos acredita que o crime tenha sido obra de uma quadrilha com, pelo menos, 17 pessoas, mas não deu mais detalhes sobre a investigação, eventuais suspeitos ou prisões. As agências responsáveis pelo caso não falaram com a imprensa, com toda a situação seguindo sob sigilo de justiça.

Este é o segundo caso de roubo envolvendo o uso de inteligência artificial para a clonagem de vozes reais, e de longe, o mais lucrativo. Antes dele, em 2019, golpistas conseguiram roubar US$ 240 mil de um banco no Reino Unido, ao se passarem pelo CEO de uma empresa de tecnologia para o setor de energia. Na ocasião, as autoridades inglesas citaram uma facilidade maior na utilização de sistemas para reprodução de sons e uma dificuldade em lidar com casos desse tipo que, à época, foram citadas como uma das tendências criminosas para o século XXI.

Fonte: Canaltech

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