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Bandeira Elo quer comprar a própria marca por R$ 400 milhões; entenda

Redação Finanças
·2 minuto de leitura
Elo quer comprar a própria marca por R$ 400 milhões. Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Elo quer comprar a própria marca por R$ 400 milhões. Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
  • Atualmente, a Elo é da holding Elopar

  • Compra da marca é um dos passos para a Elo entrar na Bolsa

  • Bradesco, Banco do Brasil e Caixa são donos da Elo

A bandeira de cartões Elo planeja adquirir a própria marca, que hoje pertence à Elopar, holding que controla a empresa, por cerca de R$ 400 milhões. A ideia é passar a ser dona de sua marca, segundo fonte a par do assunto.

A empresa também terá sua estrutura acionária revista, segundo informações do Broadcast. Formada em abril de 2010, a Elopar é de propriedade do Banco Bradesco (50,01%) e do Banco do Brasil (49,99%). A Caixa Econômica Federal também é sócia da Elo.Os movimentos de compra da própria marca abrem caminho para uma abertura de capital. A intenção, dizem fontes, é listar a Elo no exterior, possivelmente na Nasdaq, bolsa de empresas de tecnologia, em busca de um valor maior para o ativo.

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Na nova estrutura acionária, as fatias de cada sócio serão recalculadas considerando o volume de cartões emitidos pelos bancos nos últimos quatro anos. Como consequência, a Caixa ganha participação, elevando sua fatia de cerca de 37% para 41,5%.

Já o Bradesco terá 30,5% ao todo, e o BB, pouco mais de 28%. É possível que o IPO (Oferta Pública Inicial - estreia de uma empresa na bolsa) ocorra já no terceiro trimestre deste ano.

Cielo x Elo 

Outra mudança envolvendo a Elo foi anunciada nesta semana. A Cielo vai vender os todos os direitos de processamento de transações feitos para a Elo por R$ 380 milhões, informou a marca em comunicado enviado ao mercado nesta quarta-feira (31). De acordo com a empresa, a transação, deduzida dos valores já reconhecidos contabilmente como receitas de licenciamento de R$ 187,5 milhões, produzirá efeito inicialmente estimado em R$ 75,9 milhões no resultado do primeiro trimestre de 2021.