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Bancos recusam financiamentos de carros por alta na inadimplência

O número de famílias com dívidas chegou a 79% em agosto (Getty Image)
O número de famílias com dívidas chegou a 79% em agosto (Getty Image)
  • Crédito automobilístico caiu 6,7% na nos últimos 12 meses

  • Valor do "carro popular" subiu 44% na pandemia

  • Endividamento atrapalha concessão de crédito automobilístico

Não é fácil comprar um carro à vista. Com o valor dos veículos cada vez mais elevado, é complicado conseguir arrecadar a quantidade de dinheiro necessária para concluir a venda sem entrar em um financiamento.

Mesmo com o volume de produção de automóveis 0km subindo 46% em agosto, na comparação com o mesmo período de 2021, a concessão de crédito não acompanha o mercado.

Dados levantados pela Bolsa de Valores de São Paulo apontam que o crédito automobilístico caiu 6,7% na comparação entre os meses agosto de 2021 e 2022. Entre os veículos usados, a queda foi ainda mais acentuada.

"O aumento no número de pedidos de crédito negados vem aumentando, tanto para usados quanto para carros 0km. Entendo que isso aconteça por conta do aumento na inadimplência nesse momento", explicou José Maurício Andreta Júnior, presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). ao jornal Extra.

Para piorar, o preço dos automóveis não para de subir. O valor do chamado "carro popular" foi de R$ 35 mil, em média, para R$ 50 mil, um aumento de 44%. A elevação do custo da matéria-prima, falta de chips e semicondutores no mundo e queda de produção devido a trabalhadores infectados pela covid-19 impactaram no mercado, enquanto o desemprego impulsionou a inadimplência.

De acordo com a a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o número de famílias com dívidas chegou a 79% em agosto. Isso faz com que os bancos fiquem menos flexíveis na hora de oferecer financiamentos para os consumidores, dificultando ainda mais o sonho de quem quer rodar sob quatro rodas.