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Bancos rechaçam responsabilidade por falhas contábeis na Americanas

***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL, 17-01-2023: A reportagem da Folha foi até as Lojas Americanas, na rua Direita no centro de São Paulo, para saber como está o clima entre os consumidores diante a crise da rede.  (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL, 17-01-2023: A reportagem da Folha foi até as Lojas Americanas, na rua Direita no centro de São Paulo, para saber como está o clima entre os consumidores diante a crise da rede. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os dois maiores bancos privados brasileiros deram respostas contundentes à tentativa de atribuir às instituições financeiras a responsabilidade pelo caso Americanas.

O Itaú Unibanco classificou nesta terça-feira (24) como "leviana" essa tentativa de atribuir aos bancos responsabilidade sobre as práticas contábeis irregulares da Americanas, em resposta à nota dos acionistas de referência da varejista.

Também em resposta a essa nota, o Bradesco afirma que a governança contábil das empresas é atribuição exclusiva da sua administração, inclusive do Conselho de Administração.

"Não compactuamos com alegações que buscam criar narrativas para atribuir aos bancos qualquer responsabilidade sobre as práticas contábeis irregulares da empresa e, assim, desviar a atenção do problema central, ou seja, a falta de consistência dos números das demonstrações financeiras e as responsabilidades dos seus dirigentes sobre tal fato", diz o Bradesco em nota.

No domingo, na primeira manifestação pública sobre os problemas contábeis envolvendo a varejista, que culminaram com o pedido de recuperação judicial, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira afirmaram que jamais tiveram conhecimento de quaisquer manobras contábeis.

Também afirmaram que contavam com uma das maiores e mais conceituadas empresas de auditoria, a PwC, que fazia uso regular de cartas de circularização, usadas para confirmar as informações contábeis da Americanas com fontes externas, incluindo os bancos que mantinha operações com a empresa.

"Nem essas instituições financeiras nem a PwC jamais denunciaram qualquer irregularidade", escreveram os acionistas de referência da varejistas.

O trio não fala sobre a possibilidade de colocar dinheiro para capitalizar a empresa, algo que os bancos credores têm os pressionado a fazer.

A Americanas pediu recuperação judicial na última quinta-feira (19), citando dívidas de R$ 43 bilhões de reais, em um dos maiores pedidos do tipo no país.

O Itaú afirma que a elaboração e aprovação das demonstrações financeiras que espelhem a realidade da companhia são responsabilidade única e exclusiva da administração da empresa, "e sem nenhuma influência dos bancos ou outros credores".

O banco também alega que cartas de circularização são um instrumento que apoiam a auditoria no trabalho de verificação das informações fornecidas pela administração, e foram respondidas conforme as melhores práticas de mercado. E acrescentou que os saldos das operações também sempre foram reportados no sistema central de risco do Banco Central.

"Dessa forma, é leviana a tentativa de atribuir aos bancos qualquer responsabilidade sobre as práticas contábeis irregulares da empresa", afirmou o maior banco do país.