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Bancos prometem criar central de emergência contra quadrilhas do 'limpa-conta', diz Procon-SP

·3 minuto de leitura
**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 30.08.2016: Pedestres usam celular no bairro de Higienópolis, em São Paulo. (Foto: Jorge Araujo/Folhapress)
**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP, 30.08.2016: Pedestres usam celular no bairro de Higienópolis, em São Paulo. (Foto: Jorge Araujo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em reunião realizada nesta quarta (23), bancos e empresas de telefonia se comprometeram com o Procon São Paulo a criar centrais de emergência para o bloqueio imediato de contas após o extravio de celulares, nas primeiras ações contra as quadrilhas “limpa-conta”.

Além disso, Apple e Google também prometeram facilitar o acesso dos serviços pelos quais os usuários podem apagar remotamente todos os aplicativos de seus celulares, utilizando outros aparelhos. Embora pouco conhecido, esses serviços já existem e serão mais acessíveis.

Grupos de criminosos têm furtado celulares em São Paulo com o objetivo de fraudar contas bancárias. Em dois casos, os criminosos conseguiram invadir os aplicativos e limpar as contas em menos de uma hora, segundo as vítimas, antes mesmo do registro de boletim de ocorrência.

De acordo com o diretor-executivo do órgão, Fernando Capez, a reunião contou com a participação de representantes do setor bancário e de telecomunicações, como Apple, Google, Claro, Tim, Vivo e Febraban (Federação Brasileira dos Bancos).

Segundo Capez, os participantes concordaram com os pedidos e compartilharam ideias para melhorar a segurança dos serviços. "A reunião foi muito importante", disse.

As centrais de emergência não terão, por ora, os números de telefones com três dígitos (111, por exemplo), como sugeriu o Procon, mas serão serviços de fácil acesso para comunicação rápida.

“Eles disseram que não têm tecnologia para fazer imediatamente, e isso será feito na sequência. O Procon quer isso. Vamos com a Anatel sobre isso, o que pode levar cerca de um mês ainda”, disse Capez.

Uma das medidas mais importantes discutidas nessa reunião, segundo o Procon, foi a possibilidade de as pessoas poderem fazer o bloqueio do aparelho elas mesmas, por esses números e serviços.

“As operadoras [de telefonia] darão os números de telefones pelos quais poderão ser bloqueados chips, EMEIs e toda linha telefônica, proibindo o fluxo de conversa, e WhatsApp. Isso vai acabar com o furto e roubo de celular”, afirmou o diretor.

Se as providências forem tomadas pelas vítimas "nos primeiros cinco minutos após o furto, os celulares perderão completamente o valor”, completou.

Os representantes das empresas e bancos se comprometeram a realizar campanhas de conscientização informando sobre os riscos existentes com o extravio do celular.

“Eles farão uma campanha conjunta de conscientização dos usuários, principalmente para que coloquem senhas no celular, para dar tempo de tomar providência, e não colocar data de nascimento como senha ou repetir senhas em vários aplicativos”, disse.

Na tarde desta quarta-feira, o banco Safra compartilhou mensagem de alerta para seus clientes. “Seu celular contém dados sensíveis, como senhas e documentos. Em caso de perda, roubo ou furto, comunique imediatamente a Central de Atendimento Safra.”

Procurada, a Febraban informou que ela “e os bancos estão colaborando nas discussões em andamento junto ao Procon, que, da parte das instituições financeiras, têm como principal objetivo o reforço das ações de comunicação sobre procedimentos que o consumidor deve fazer para bloquear sua conta e senha no banco, após o furto ou roubo de seu celular”.

Desde o início da série de reportagens, a federação e bancos ouvidos pela reportagem repetem que os “os aplicativos de bancos são seguros, desde o seu desenvolvimento até a sua utilização, e não há registro de violação dessa segurança”.

“Para que os aplicativos bancários sejam utilizados, há a obrigatoriedade do uso da senha pessoal do cliente. Os dados de uso do aplicativo, bem como a senha do cliente, jamais são armazenadas pelos aplicativos dos bancos nos celulares dos clientes”, diz nota anterior.

A Apple não quis comentar o assunto.

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