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Bancos podem absorver perdas de até 20% nos empréstimos prorrogados, diz Moody’s

Sérgio Tauhata
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Acima desse nível, os resultados dos bancos começariam a ser afetados, afirma a vice-presidente da agência de classificação de risco, Ceres Lisboa Bloomberg O nível atual de provisões dos bancos brasileiros pode absorver até 20% de perdas dos empréstimos que tiveram prazos de pagamento prorrogados até agosto, afirma a vice-presidente sênior da Moody's, Ceres Lisboa, durante evento on-line da agência de classificação de risco. Segundo a analista, os bancos em junho mantinham uma provisão para devedores duvidosos (PDD) de cerca de 7% das carteiras. "Os bancos elevaram as provisões ao longo do primeiro semestre e hoje têm uma capacidade de absorver perdas bastante importante", avalia. De acordo com Ceres, em um cenário de perdas significativas, a inadimplência da parte das carteiras com prazos prorrogados poderia atingir 10%. Nesse caso, o cenário seria positivo para as instituições que poderiam reverter parte das provisões, o que reforçaria os resultados. "Até 20% de perdas, o impacto seria neutro, mas acima disso os resultados dos bancos começariam a ser afetados", afirma a vice-presidente da Moody's. Ceres pondera, no entanto, que os sinais das instituições indicam que a retomada de pagamentos está melhor do que se previa no início da pandemia. "Talvez a perda não seja tão grande quanto se previa no começo da crise", acrescenta. A analista lembra que o cenário mais concreto sobre como será a retomada de pagamentos e o potencial de inadimplência poderá ser observado a partir da divulgação de resultados no terceiro trimestre. "A maior parte dos vencimentos adiados começou em setembro, quando poderemos ver como está sendo a retomada dos pagamentos", aponta.