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CORREÇÃO-Bancos de investimento no Brasil focam em dívida no curto prazo, diz Bradesco BBI

Gráfico das flutuações recentes dos índices de mercado no pregão da Bolsa de Valores B3

(Corrige no 2° parágrafo para dizer que a alta de 30% na emissão de dívida foi de janeiro a agosto frente um ano antes, não se tratando de uma expectativa para 2022)

Por Tatiana Bautzer

SÃO PAULO (Reuters) - (Corrige no 2° parágrafo para dizer que a alta de 30% na emissão de dívida foi de janeiro a agosto frente um ano antes, não se tratando de uma expectativa para 2022)

Os bancos de investimento no Brasil estão focando na emissão de dívida neste terceiro trimestre, uma área que tem mantido forte atividade apesar da alta das taxas de juros.

Felipe Thut, diretor do Bradesco BBI, banco de investimento do Bradesco, espera que a emissão de dívida local atinja 430 bilhões de reais em 2022. Entre janeiro e agosto, a alta foi de cerca de 30% na comparação anual.

"Hoje o volume de emissões de dívida em reais equivale ao dobro da média emitida em 2020, mesmo com juros bem acima do nível daquela época", afirmou Thut.

A emissão de dívida representou 96% da atividade de mercado de capitais no Brasil em agosto, segundo a Anbima, mesmo com a Selic a 13,75%, distante da mínima recorde de 2% em 2020.

O volume de emissões de ações caiu 53,5% em dólares neste ano e o de fusões e aquisições também está 31% abaixo do mesmo período há um ano, segundo dados da Refinitiv. Incertezas relacionadas à eleição presidencial estão afetando os negócios, assim como a volatilidade nos mercados de juros internacionais.

O grande fluxo de recursos para fundos de renda fixa estimula a demanda por dívida privada, diz Thut.

Outro fator é que a economia está crescendo neste ano mais do que as empresas esperavam inicialmente, o que faz as empresas captarem recursos para financiar expansão.

As debêntures incentivadas para projetos de infraestrutura e outros títulos com isenção de impostos, como CRI e CRA, dos mercados imobiliário e agrícola, têm sido a primeira opção para empresas pelo seu menor custo. Nos primeiros cinco meses do ano, a emissão de debêntures incentivadas ficou próxima a 20 bilhões de reais, segundo dados do Ministério da Economia.

O executivo do Bradesco BBI acredita que as emissões de ações, principalmente aberturas de capital (IPOs) podem voltar a crescer assim que o mercado tiver visibilidade de quando o Banco Central pode começar a trajetória de redução das taxas de juros. Índices mostraram deflação no mês passado com queda dos preços de combustíveis.

Thut afirma que o Bradesco BBI não fará mudanças no time de banco de investimento neste ano apesar da flutuação dos volumes, já que espera retomada das emissões de ações no médio prazo.

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447500))

REUTERS AR AAP