Mercado fechado
  • BOVESPA

    119.920,61
    +356,17 (+0,30%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.934,91
    +535,11 (+1,11%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,76
    +0,05 (+0,08%)
     
  • OURO

    1.814,70
    -1,00 (-0,06%)
     
  • BTC-USD

    56.179,55
    -727,11 (-1,28%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.458,84
    -12,57 (-0,85%)
     
  • S&P500

    4.201,62
    +34,03 (+0,82%)
     
  • DOW JONES

    34.548,53
    +318,19 (+0,93%)
     
  • FTSE

    7.076,17
    +36,87 (+0,52%)
     
  • HANG SENG

    28.817,45
    +179,99 (+0,63%)
     
  • NIKKEI

    29.408,41
    +77,04 (+0,26%)
     
  • NASDAQ

    13.652,00
    +54,25 (+0,40%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3653
    -0,0013 (-0,02%)
     

Bancos ING e ABN-Amro encerram operações no Brasil

BRUNA NARCIZO
·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os bancos holandeses ING e ABN-Amro anunciaram nesta quinta-feira (12) que vão encerrar as operações no Brasil. No caso do ABN-Amro, um ex-executivo da instituição afirmou que o banco estava tentando operação de trade finance, mas não se sustentou. Segundo esse executivo, que pediu para que seu nome fosse mantido em sigilo, a companhia chegou a analisar a criação de um banco de varejo digital, mas a empresa percebeu que o investimento seria muito alto para poder competir com as instituições brasileiras e decidiram encerrar a operação aqui. Já o ING surpreendeu os 90 funcionários brasileiros com o anúncio. A operação no Brasil é rentável --a instituição operava aqui há 35 anos--, mas o banco informou que o retorno não era aceitável. Um executivo do banco, que pediu para que seu nome não fosse revelado, chegou a dizer que tinha sido um grande erro a decisão de fechar o escritório. Em junho, o banco tinha uma carteira de R$ 838,979 milhões e R$ 4,249 bilhões em ativos totais. Era forte nos segmentos de commodities agrícolas e metálicas, além de transporte e logística. Além do Brasil, o banco também fechou o escritório da Colômbia e da Argentina e encerrou sua participação na América do Sul. "Simplesmente não temos sido capazes de obter um retorno aceitável sobre o capital empregado nesta parte do nosso negócio ao longo de vários anos. Portanto, tivemos que olhar com atenção e obter retornos em níveis adequados e o tipo de investimento que seria necessário para sustentar a franquia da América do Sul. Levando todos esses fatores em consideração, uma escolha difícil foi feita", afirmou ING em comunicado. Um ex-ministro da Fazenda do Brasil, que também pediu que o nome não fosse revelado, disse que essa história vem se repetindo com bancos estrangeiros no Brasil ao longo dos anos. Segundo ele, as instituições vêm muito animadas com o mercado brasileiro depois de observar o desempenho dos grandes bancos nacionais, mas ao chegar aqui percebem que a operação não é rentável.