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Bancos de EUA e Europa podem perder mais de US$5 bi com empréstimos para compras alavancadas

Por Saeed Azhar e Anirban Sen e Davide Barbuscia

NOVA YORK (Reuters) - Os principais bancos dos Estados Unidos e da Europa estão enfrentando tempos mais difíceis nos setores mais arriscados do mercado de empréstimos.

Instituições como Bank of America e Citigroup, reduziram 1 bilhão de dólares no segundo trimestre em crédito de maior risco e curto prazo, pois o aumento das taxas de juros dificultou o repasse de dívidas para terceiros. Europeus como Deutsche Bank e Credit Suisse tiveram perdas por tal exposição.

Os grandes bancos estão a caminho de perder de 5 bilhões a 10 bilhões de dólares a mais nos próximos trimestres em empréstimos alavancados que se comprometeram a segurar contra os riscos, segundo banqueiros e analistas.

No mercado de empréstimos alavancados, investidores tomam dinheiro de bancos para comprar empresas. À medida que o mercado desacelerou, os bancos responderam com termos mais rigorosos para novos empréstimos, enquanto lutam para distribuir os empréstimos existentes a terceiros.

"Se um banco quiser levar um acordo ao mercado para os investidores, eles terão que trazê-lo com desconto", disse Dan DeYoung, gerente de carteira de empréstimos alavancados e de alto rendimento da gestora de fundos Columbia Threadneedle.

Goldman Sachs, Bank of America e Barclays estão entre os três principais subscritores de financiamento para compras alavancadas desde o quarto trimestre de 2021 nos Estados Unidos e na Europa, segundo dados da Dealogic.

Os bancos normalmente vendem os empréstimos em vez de mantê-los. As instituições querem distribuir cerca de 80 bilhões a 100 bilhões de dólares em empréstimos alavancados para terceiros em setembro e outubro, um atraso no processo devido à interrupção do mercado, disseram três executivos. Se forem vendidos com desconto, os bancos terão que engolir algumas perdas, disseram.

O mercado foi interrompido pelo plano do Federal Reserve de apertar a política monetária para combater a inflação, o que provocou uma forte venda de ativos de renda fixa este ano.

Os maiores acordos incluem financiamento liderado pelo Bank of America para uma compra de 16,5 bilhões de dólares da empresa de software Citrix por afiliadas da Elliott Management e da Vista Equity. O banco também está financiando o acordo da Apollo para comprar a Tenneco, que teve avaliação de cerca de 7,1 bilhões de dólares, incluindo dívidas.

O BofA também está entre os bancos que apoiam a aquisição do Twitter pelo bilionário Elon Musk por 44 bilhões de dólares, um acordo suspenso após Musk desistir.

Dois fundos negociados em bolsa que rastreiam empréstimos alavancados, o ETF SPDR Blackstone Senior Loan e o ETF Invesco Senior Loan, caíram 4,9% e 3%, respectivamente, neste ano.