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Bancos dos EUA começam a vincular bônus a aumento de diversidade

Hannah Levitt e Sridhar Natarajan

(Bloomberg) -- Quando frustrados congressistas dos Estados Unidos fizeram uma pesquisa com os maiores bancos do país no ano passado para saber se estes vinculam números de diversidade à remuneração de executivos, a resposta foi unânime: “não”.

Apenas metade dos oito maiores bancos do país afirmou considerar a diversidade nas análises de desempenho.

Isso está mudando.

Na terça-feira, o diretor-presidente do Wells Fargo, Charlie Scharf, disse à equipe que os membros do seleto comitê operacional do banco serão avaliados anualmente sobre o aumento da diversidade da força de trabalho. As análises “terão impacto direto nas decisões de remuneração no final do ano”, prometeu em memorando interno.

Protestos em todo o país contra a injustiça racial aumentam o escrutínio do papel que bancos desempenharam na criação e perpetuação das disparidades econômicas. Há anos alguns dos maiores bancos do país reconhecem que precisam diversificar ainda mais a gestão e força de trabalho, mas não avançaram de forma significativa.

“É uma ideia muito boa e acho que vai funcionar”, disse Jeanne Branthover, chefe global de serviços financeiros da empresa de recrutamento DHH International. “A mudança acontecerá se for vinculada à remuneração.” Ela acredita que mais empresas seguirão o exemplo.

Empresas se movem gradualmente nessa direção, embora em ritmo lento, levadas pela mudança de percepção da sociedade sobre diversidade e inclusão, particularmente no alto escalão corporativo dos EUA, que ainda é majoritariamente branco e masculino. Pelo menos 3% dos componentes do S&P 500 incluem alguma forma de métrica de diversidade em seus planos de remuneração de executivos, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

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