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Bancos digitais são realmente seguros?

·6 minuto de leitura

As fintechs, ou bancos digitais, já não são novidade para o brasileiro. Dados inclusive apontam que elas já estão passando em popularidades os bancos tradicionais.

Somente no mês de maio, os apps de fintechs tiveram quatro vezes mais downloads do que os aplicativos de bancos tradicionais. Porém, mesmo com essa popularidade, muitos ainda não aderem aos bancos digitais por preocupações com segurança — e incidentes que já aconteceram no passado, como em casos de vazamentos de informações, deixam as pessoas ainda mais assustadas.

É normal o público ter receio quanto a vazamento de dados, ou questionar, caso a instituição quebre, o que acontece com o dinheiro guardado nela. A insegurança é comum, principalmente pelo pouco tempo de vida das fintechs. Uma pesquisa da MUV, em parceria com a Power-Fi, revelou que 82% dos entrevistados não confiam nas fintechs. Clientes que já tem conta em bancos digitais também tem desconfianças, com algumas pessoas tendo receio de depositar o seu dinheiro em suas poupanças de fintechs, optando por mantê-los em bancos tradicionais.

A verdade é que existem riscos tanto nos bancos digitais quanto nos tradicionais. Falar é fácil, não? Então siga na matéria para ver motivos pela qual as fintechs, os famosos bancos digitais, são tão seguros quanto as instituições financeiras antigas e consolidadas do Brasil.

Motivos que tornam bancos digitais seguros

Controle do Banco Central

Os maiores grandes bancos digitais atuando hoje em dia no Brasil — a exemplo de Nubank, Banco Inter, Superdigital, Agibank, Next e Neon — são todos, sem exceção regulamentados pelo Banco Central, que faz várias exigências antes de liberar o funcionamento, inclusive quesitos que envolvem proteção digital das transações e dados dos usuários.

Isso garante a segurança e serve para evitar qualquer tipo de problema com os serviços online. Um caso que demonstra isso ocorreu em 2018, quando o Banco Central interviu em uma ação com o Banco Neon para garantir que nenhum cliente sofresse algum prejuízo por conta de uma notícia falsa falando que a fintech estava falindo.

Qualquer banco tem que obedecer regras para operar

Todo banco precisa estar de acordo com as regras determinadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e, no caso de fintechs, o órgão determinou novas regras, na resolução 4658.

Essas regras obrigam as instituições financeiras virtuais a elaborarem uma política de segurança cibernética, com definições de requisitos para a contratação de serviços de armazenamento de dados, de computação em nuvem e de processamento.

Além disso, as regras também determinam que as fintechs devam possuir controles e sistemas cada vez mais robustos, em constante atualização, especialmente quanto à resiliência a ataques cibernéticos.

A internet conta com várias informações sobre os bancos

Sites como Reclame Aqui, Procon, e pesquisas no Google podem informar tudo que você precisa saber sobre uma fintech, desde como ela trata os clientes até possíveis escândalos.

<em>O reclame aqui mostra a nota que clientes dão para as fintechs.(Imagem: Captura de Tela/Dácio Augusto)</em>
O reclame aqui mostra a nota que clientes dão para as fintechs.(Imagem: Captura de Tela/Dácio Augusto)

E se tiver dúvida se a instituição é real ou não, basta verificar o CNPJ, razão social ou regulamentação da empresa no site da Receita Federal.

Proteção de dados

A proteção de dados é algo importante para todo mundo. Nas fintechs, a melhor forma de verificar se a instituição é segura é ver se ela protege as transações. Isso pode ser observado na maneira como um pagamento é concluído, a partir de uma autenticação biométrica ou algo parecido.

Normalmente, instituições confiáveis também fazem uso de protocolos de navegação seguros, como o “HTTPS”, no qual as informações são criptografadas para evitar interceptações e ataques cibernéticos. Procure por ele na sua barra de endereço, que você poderá ficar mais tranquilo quanto a segurança.

Bancos tradicionais estão mais digitais

Mesmo usuários de bancos tradicionais já estão sendo atingidos pela onda digital. A digitalização dos serviços bancários é um caminho sem volta, e que todas as instituições estão aderindo. Cada vez mais ofertas e benefícios em grandes e tradicionais bancos, como Santander ou Banco do Brasil, só ficam disponível para quem faz uso dos aplicativos ou do Internet Banking.

Ou seja, a preocupação com a segurança não é somente dos bancos digitais. Dessa forma, há uma busca e interesse constante de todo o setor em aprimorar as defesas para oferecer aos usuários um ambiente mais protegido.

Cuidados dos usuários

Mas não é porque as fintechs já tomam várias providências para dar segurança aos clientes que você, usuário, não precisa tomar cuidado. A defesa dos bancos digitais é uma via dupla, onde tanto o cliente quanto a instituição tem que proteger os dados. Separamos algumas dicas para você fazer sua parte:

Tome cuidado com as senhas

Use senha seguras em suas contas. Ok, mas o que é isso? Bom, primeiro ela deve ser exclusiva. Evite usar a mesma combinação em mais de uma instituição, pois, se o pior acontecer e sua combinação vazar, somente uma das instituições estará correndo risco de entregar seu dinheiro para pessoas erradas.

Se sua preocupação for lembrar de todas elas, hoje em dia existem vários gerenciadores de senhas, que podem ser instalados no celular e criam combinações fortes, aleatórias e exclusivas para cada conta que você usar em conjunto com o app.

Mantenha seus dispositivos e aplicativos sempre atualizados

Saiu nova atualização pro seu celular mas você não tem memória? Trate de abrir espaço, pois elas são importantíssimas. Mesma coisa no computador.

<em>A atualização do Windows sempre corrige falhas de segurança que, mais tarde, podem se tornar problemáticas. (Imagem: Reprodução/ Network Encyclopedia)</em>
A atualização do Windows sempre corrige falhas de segurança que, mais tarde, podem se tornar problemáticas. (Imagem: Reprodução/ Network Encyclopedia)

Atualizações sempre trazem melhorias e arrumam falhas nas versões anteriores, dificultando a invasão e a exploração de vulnerabilidades por bandidos. Mesmo que ela altere a vida útil da bateria do dispositivo, elas valem muito a pena pelas melhorias de segurança.

Use antivírus e programa de firewall

Usar antivírus é daquelas instruções básicas para qualquer usuário de computador, mas mesmo assim ainda existem pessoas aos montes que ignoram essa dica.

Antivírus e firewalls de marcas conhecidas e famosas ajudam a manter seus dispositivos protegidos contra a maioria das ameaças. Usuários do Windows, nesses casos, contam com programas internos que já ajudam na prevenção, mas que podem ser reforçados com outros programas presentes no mercado, como McAfee, Norton, Bitdefender e Kaspersky.

Usuários de Mac também precisam de proteção contra vírus. Avast, Sophos e Norton são algumas das marcas mais famosas que oferecem soluções para o sistema da Apple.

No smartphone ou tablet, sendo Android ou iOS, vale realizar a mesma busca por ferramentas reconhecidas no mercado. Geralmente, marcas que tem softwares de proteção para computador também disponibilizam versões para celulares.

Suspeite de contatos fora do app do banco

As fintechs, em seus aplicativos, contam com um sistema interno de comunicação com o usuário que será sempre usado em conversas oficiais. Caso você tenha recebido um contato que se diz do banco por fora do app, desconfie e entre em contato com a instituição.

Além disso, cuidados básicos também são importantes. Evite acessar sua conta em ambientes que não sejam oficiais do banco ou que você não conheça, já que em situações como essa você pode correr o risco de sofrer um golpe de phishing.

Caso tenha que acessar a conta diretamente de um computador, fique de olho na barra de endereços, e se ela mostra a página como um ambiente seguro, normalmente representado por um cadeado. Se ele não estiver visível, não digite nenhuma informação pessoal e feche o site.

Fonte: Canaltech

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