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Bancos controlados por negros nos EUA aguardam mais capital

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- Na esteira do assassinato de George Floyd, JPMorgan Chase, Citigroup, Wells Fargo e outros grandes bancos dos Estados Unidos começaram a investir centenas de milhões de dólares em instituições com proprietários negros, uma tentativa de ajudar a atender as necessidades de consumidores marginalizados em meio ao debate sobre o racismo sistêmico.

Mais de um ano depois, executivos de bancos com controladores negros dizem que a injeção de capital lhes permitiu aumentar os empréstimos e expandir equipes, dando apoio à comunidade afro-americana em meio às incertezas da era pandêmica. Ainda assim, embora o financiamento tenha sido útil, os bancos dizem que precisam de mais investimentos para reduzir a desigualdade racial em serviços financeiros e garantir a sobrevivência a longo prazo. O número de bancos com proprietários negros caiu pela metade nos últimos 20 anos.

“Bancos de negros sempre terão necessidade de levantar mais capital, porque simplesmente não temos acesso aos mercados abertos como a maioria dos bancos”, disse B. Doyle Mitchell, presidente do Industrial Bank, com sede em Washington e fundado em 1934, o banco comercial mais antigo de propriedade de afro-americanos na região do Meio-Atlântico. “Esses investimentos nos levarão a um certo tamanho e maior rentabilidade, mas, se você quiser levar uma instituição para o próximo nível, sempre precisará de capital adicional.”

Desde junho de 2020, JPMorgan, Citigroup, Wells Fargo e Bank of America anunciaram uma estimativa de US$ 300 milhões em compromissos para bancos controlados por minorias - a maioria empresas com proprietários negros, seguidas por bancos de propriedade de hispânicos. O Morgan Stanley também prometeu US$ 14,6 milhões em subvenções de capital, de acordo com a National Bankers Association, e investimentos extras vieram de outras instituições.

Os investimentos foram destinados a ajudar bancos controlados por negros a abrir mais agências, nos processos de transformação digital para se tornarem mais competitivos e permitir que aumentem a originação de empréstimos. “A ideia é criar mais empregos, mais empréstimos para empresas que florescerão no longo prazo e gerar riqueza para minorias e pessoas não brancas”, disse Anne Finucane, vice-presidente do Bank of America, em setembro de 2020, quando o banco investiu US$ 50 milhões em três instituições controladas por negros.

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