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Bancos centrais agora se apoiam em governos por falta de munição

Craig Torres, Lucy Meakin e Jeff Black
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Apenas oito meses depois de entrarem em ação para evitar uma depressão econômica e uma crise de crédito, bancos centrais estão na desconfortável posição de depender dos governos para impulsionar a frágil recuperação econômica.

As decisões tomadas por suas contrapartes afetarão não apenas as perspectivas de crescimento para os próximos trimestres, mas podem moldar as opções de política monetária dos bancos centrais, e até mesmo sua credibilidade, nos próximos anos.

As autoridades monetárias entraram na crise de Covid-19 com o espaço menos convencional de política monetária - ou seja, cortes das taxas de juros - de qualquer crise do pós-guerra. Depois cortar os juros para quase zero ou território negativo e implantar programas de compra de ativos em massa, agora praticamente imploram aos governos para dar um passo à frente.

Sem um forte estímulo fiscal, o perigo é que as economias desenvolvam cicatrizes profundas que dificultariam o crescimento no longo prazo. Isso poderia deixar os bancos centrais incapazes de se reajustar e se preparar para o próximo choque ou recessão. A política monetária e a política fiscal agora são interdependentes.

“Este é definitivamente um novo regime - simplesmente não há demanda suficiente na economia global e a política monetária não pode gerar demanda”, disse Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management, em Nova York.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que ao lado da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, e do presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, participam do fórum anual do BCE na quinta-feira, está entre os que chamam a atenção para o risco de estragos a longo prazo.

“Há uma ameaça real dessas coisas”, disse Powell em conferência de imprensa na semana passada, referindo-se ao risco de mais pedidos de recuperação judicial e longos períodos de desemprego que desatualizam as habilidades profissionais. “Teremos uma recuperação mais forte se conseguirmos pelo menos um pouco mais de apoio fiscal quando for apropriado.”

Por enquanto, os governos estão presentes com a ajuda na preservação de empregos e capacidade produtiva. A preocupação é que essa ajuda seja retirada muito em breve por causa da preocupação de ajustar as contas públicas, mesmo enquanto o coronavírus continua a se espalhar.

“O apoio fiscal em massa preservou a capacidade de produção”, disse o vice-presidente do BCE, Luis De Guindos, em conferência online na quinta-feira. “É importante que esse apoio seja mantido e, em algumas áreas, até mesmo ampliado nos próximos meses.”

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