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Empresários ligados ao governo da Venezuela enviaram bilhões ao exterior, mostra investigação

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Recursos foram movimentados com a ajuda de bancos nos EUA e na Europa e ocorreram mesmo quando a economia já dava sinais de colapso Empresários próximos ao governo de Hugo Chávez e seu sucessor na presidência da Venezuela, Nicolás Maduro, enviaram bilhões de dólares de dinheiro público ao exterior, mesmo quando a economia do país já dava sinais de colapso. As transações dos empresários chavistas foram publicadas pelo site “Poder 360” e fazem parte da megainvestigação coordenada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) que revelou US$ 2 trilhões em operações suspeitas, envolvendo bancos de vários países, a partir de documentos vazados ao “BuzzFeed”. A revista “Época”, da Editora Globo, e a “Piauí” também fazem parte do trabalho que envolveu 400 jornalistas, de 88 países e 110 meios de comunicação. Segundo o “Poder 360”, os relatórios bancários secretos mostram como os chamados “boligarcas”, apelido irônico dado aos empresários ligados ao chavismo na Venezuela, movimentaram enormes quantidades de dinheiro público para fora do país. Parte dos recursos derivava de contratos assinados com os governos de Chávez e Maduro. Os documentos mostram, por exemplo, como Alejandro Ceballos Jimenez, um magnata de empresas de construção civil ligado ao chavismo, enviou ao menos US$ 116 milhões obtidos em contratos públicos para empresas offshore e contas bancárias de familiares. Ceballos Jimenez é apenas um dos sete magnatas que tiveram seus esquemas financeiros revelados em documentos entregues à FinCen, a agência do Departamento do Tesouro dos EUA responsável por investigar crimes financeiros. Os relatórios vazados, segundo o “Poder 360”, também mostram o papel desempenhado por bancos na Europa e nos EUA na movimentação de dinheiro para fora da Venezuela, apesar dos avisos frequentes de que as operações eram suspeitas. O Banco Espírito Santo, com sede em Portugal, teria transferido mais de US$ 100 milhões do governo da Venezuela para a família Ceballos. A movimentação ocorreu antes de a instituição ser dissolvida pelas autoridades de Portugal, que a investigam por lavagem de dinheiro. De acordo com a análise do ICIJ, outros grandes bancos mundiais, como o JPMorgan Chase e o Standard Chartered, também processaram transações questionáveis. Eles teriam atuado como bancos correspondentes, ligando pequenas instituições ao sistema financeiro global. Os dois bancos teriam reportado ao FinCen mais de US$ 4,8 milhões em transações suspeitas com ligações com a Venezuela. Quase 70% desse montante envolvia dinheiro público. Em declarações enviadas ao ICIJ e republicadas pelo “Poder 360”, o JPMorgan reconheceu que, no início da década, seu sistema para combater lavagem de dinheiro “precisava ser melhorado”. O banco, porém, disse que agora assumiu um papel de liderança na luta contra o crime financeiro. Já o Standard Chartered afirmou ter feito grandes investimentos no seu programa de conformidade e que passou por uma “transformação abrangente e positiva ao longo dos últimos anos”. Pixabay