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Banco Mundial projeta forte desaceleração do crescimento mundial e risco para países mais pobres

·2 min de leitura
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Por Andrea Shalal

WASHINGTON (Reuters) - O Banco Mundial cortou nesta terça-feira suas projeções para o crescimento econômico de Estados Unidos, zona do euro e China e alertou que os níveis altos de dívida, aumento de desigualdade de renda e novas variantes de Covid-19 ameaçam a recuperação nas economias em desenvolvimento.

O banco disse que o crescimento global deve desacelerar "consideravelmente" para 4,1% em 2022, de 5,5% no ano passado, e cair ainda mais a 3,2% em 2023, conforme a demanda represada se dissipa e os governos reduzem o suporte fiscal e monetário fornecido no início da pandemia.

As previsões para 2021 e 2022 foram reduzidas em 0,2 ponto percentual em relação ao relatório Perspectivas Econômicas Globais de junho. O Fundo Monetário Internacional (FMI) também deve reduzir suas projeções em 25 de janeiro.

O relatório do banco cita uma grande recuperação na atividade econômica em economias avançadas e em desenvolvimento em 2021, após contrações em 2020, mas alertou que uma inflação mais duradoura, questões na cadeia de oferta e força de trabalho e novas variantes da Covid-19 devem prejudicar o crescimento em todo o mundo.

"Existe uma desaceleração pronunciada em andamento", disse à Reuters Ayhan Kose, diretor do grupo Perspectivas do Banco Mundial. "O suporte está sendo retirado e existe uma diversidade de riscos à frente."

Kose disse que a pandemia ampliou as taxas divergentes de crescimento entre economias avançadas e em desenvolvimento, bem como dentro dos países, o que pode provocar tensões e agitações sociais.

Ele afirmou que os riscos de um "pouso forçado" para países em desenvolvimento estão aumentando devido a suas opções limitadas de fornecer suporte fiscal como necessário, persistentes pressões inflacionárias e elevadas vulnerabilidades financeiras.

O relatório projeta que o crescimento em economias avançadas cairá a 3,8% em 2022, de 5% em 2021, e para 2,3% em 2023, mas afirmou que sua produção e investimento ainda retornarão à tendência pré-pandemia até 2023.

O banco cortou sua estimativa para o crescimento do PIB dos EUA em 2021 em 1,2 ponto percentual, para 5,6%, e prevê expansão de 3,7% em 2022 e de 2,6% em 2023.

O PIB da China deve ter crescido 8% em 2021, cerca de 0,5 ponto percentual a menos do que na estimativa anterior, com o crescimento desacelerando a 5,1% em 2022 e marcando 5,2% em 2023.

Nas economias emergentes e em desenvolvimento, o crescimento deve esfriar a 4,6% em 2022, de 6,3% em 2021, indo a 4,4% em 2023, o que significa que sua produção ficará 4% abaixo da tendência pré-pandemia.

(Reportagem adicional de David Lawder)

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