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Banco Mundial espera 'recuperação modesta' na América Latina e no Caribe em 2021

·3 minuto de leitura

A América Latina e o Caribe, região gravemente afetada pela covid-19, terão uma "recuperação modesta" da economia em 2021, insuficiente para superar a contração histórica do ano passado devido à pandemia, informou o Banco Mundial (BM) nesta terça-feira (8).

"O crescimento regional está projetado em 5,2% em 2021. Esta é uma recuperação modesta após uma contração de 6,5% em 2020, mais profunda do que as recessões durante a Primeira Guerra Mundial e a Grande Depressão", de acordo com o último relatório "World Economic Outlook".

Embora a recuperação econômica global tenha se acelerado, impulsionada pela ampla vacinação anticovid em países avançados, a região da América Latina e do Caribe é um dos dois mercados emergentes, junto com o Oriente Médio e Norte da África, onde o Produto Interno Bruto (PIB) real será menor em 2021 do que em 2019, de acordo com o BM.

Para 2022, a previsão de crescimento regional é de apenas 2,9%.

“Levará muito tempo para que grande parte da região se recupere totalmente e volte aos níveis de produção pré-pandemia. Projeta-se que o PIB per capita seja 1,5% menor em 2022 em comparação com seu nível em 2019”, acrescentou o Banco.

O retorno será mais difícil para as economias dependentes do turismo, especialmente as nações insulares do Caribe, do que para os exportadores de matérias primas.

A América Latina e o Caribe são responsáveis por cerca de 30% das mortes confirmadas de covid-19 em todo o mundo e alguns países enfrentam uma disseminação em grande escala de variantes preocupantes do vírus.

O emprego melhorou na região, mas não voltou aos níveis anteriores à pandemia, com mulheres, jovens e trabalhadores informais e de baixa renda desproporcionalmente afetados pela perda de empregos.

E embora as redes de apoio à seguridade social tenham aumentado, as perdas de renda aumentaram a pobreza e a insegurança alimentar em muitos países.

- "Inquietação social" -

A projeção de crescimento para a América Latina e o Caribe em 2021 foi revisada para cima desde janeiro, mas a recuperação "ainda é fraca em relação a outras regiões de mercados emergentes e economias em desenvolvimento", alertou o Banco Mundial.

O Brasil, segundo país do mundo com mais fatalidades por covid-19 depois dos Estados Unidos, crescerá 4,5% neste ano, graças a uma nova rodada de pagamentos emergenciais às famílias e ao aumento do consumo.

A América Central terá um crescimento esperado de 4,8% em 2021 e de 4,5% em 2022, devido às remessas firmes em função do apoio fiscal adicional e da sólida recuperação nos Estados Unidos, além dos aumentos nos preços das matérias-primas e da chegada de turistas internacionais.

Para o Caribe, projeta-se um aumento da atividade de 4,7% neste ano.

“Em toda a região, a durabilidade da recuperação econômica depende em grande parte do controle da pandemia”, enfatizou o Banco Mundial, observando que o ritmo total da vacinação em grande escala só será alcançado em 2022.

O risco, então, é que novas ondas de infecções, ou a ampla circulação de novas variantes da covid-19, atrasem a recuperação econômica, colocando ainda mais pressão sobre os sistemas de saúde já sobrecarregados, assinalou.

E advertiu: “A frustração com o rigor e a duração das restrições de mobilidade relacionadas à covid-19, combinada com uma profunda desigualdade de oportunidades e uma percepção cada vez pior da eficácia dos governos ao longo do tempo, pode alimentar a inquietação social”.

ad/mr/ap/mvv

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