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Banco Mundial eleva previsões de crescimento após EUA e vacinas melhorarem demanda

·3 minuto de leitura
Logo do Banco Mundial fotografado durante conferência em Bali, Indonésia

Por David Lawder

WASHINGTON (Reuters) - O Banco Mundial elevou nesta terça-feira sua previsão de crescimento mundial para 5,6% em 2021, marcando a recuperação mais forte de uma recessão em 80 anos devido aos estímulos dos Estados Unidos e crescimento mais rápido na China, mas contido pelo acesso "altamente desigual" às vacinas contra a Covid-19.

O relatório Perspectivas Econômicas Globais mais recente mostrou um aumento de 1,5 ponto percentual em relação às previsões feitas em janeiro, antes que o governo Biden assumisse e promulgasse um pacote de estímulo de 1,9 trilhão de dólares na pandemia.

Desde então, as vacinas se tornaram bem mais distribuídas de forma ampla nos Estados Unidos e em alguns outros países ricos, aumentando sua produção, enquanto as previsões para os mercados emergentes e em países de baixa renda ficam para trás.

"Essa recuperação é desigual e reflete em grande parte as fortes recuperações em algumas das principais economias - principalmente nos Estados Unidos, devido ao substancial apoio fiscal - em meio a um acesso altamente desigual às vacinas", disse o Banco Mundial no relatório.

Muitos mercados emergentes e economias em desenvolvimento estão observando um número elevado de casos de Covid-19, obstáculos na vacinação e retirada do apoio, complementou o banco.

Em 2022, isso deixará a produção global cerca de 2% abaixo das projeções pré-pandemia, e aproximadamente dois terços das economias dos mercado emergentes ainda não terão recuperado as perdas de renda per capita do ano passado.

Se a distribuição de vacinas para os países em desenvolvimento puder ser acelerada, Ayhan Kose, economista do Banco Mundial, disse que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2022, atualmente previsto em 4,3%, pode aumentar substancialmente para cerca de 5%.

A previsão de crescimento do Banco Mundial para os EUA em 2021 aumentou em 3,3 pontos percentuais, para 6,8% no relatório mais recente, ritmo mais rápido desde 1984, devido ao apoio econômico que o banco descreveu como "sem precedentes em tempos de paz".

A previsão para a zona do euro foi elevada em 0,6 ponto percentual, para 4,2%, enquanto a da China melhorou em 0,6 ponto percentual, para 8,5%.

Mercados emergentes excluindo a China devem crescer 4,4% em 2021, projeção que subiu um ponto percentual ante a de janeiro.

O presidente do Banco Mundial, David Malpass, tem pedido aos países ricos, incluindo os Estados Unidos, que liberem as doses excedentes de vacinas contra a Covid-19 para países em desenvolvimento o mais rápido possível.

O relatório do Banco Mundial também observou riscos associados ao aumento das pressões inflacionárias que acrescentarão cerca de um ponto percentual à inflação global em 2021. O banco disse que a queda da inflação no ano passado foi "a mais fraca e de vida mais curta de qualquer uma das cinco recessões globais nos últimos 50 anos".

E o aumento da inflação desde maio de 2020 tem sido mais rápido do que em recuperações anteriores, mas o banco afirma que as expectativas de inflação devem permanecer bem ancoradas, apontando para uma inflação baixa e estável no longo prazo.

O relatório também acrescentou que as preocupações do mercado com a inflação podem aumentar os custos dos empréstimos em mercados emergentes e países de baixa renda, que também são os mais desafiados pela inflação de curto prazo devido ao aumento dos custos dos alimentos.

(Reportagem de David Lawder)

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