Mercado fechará em 6 h 21 min
  • BOVESPA

    114.428,18
    -219,81 (-0,19%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.686,03
    -112,35 (-0,21%)
     
  • PETROLEO CRU

    83,05
    +0,61 (+0,74%)
     
  • OURO

    1.778,70
    +13,00 (+0,74%)
     
  • BTC-USD

    62.243,38
    +1.314,77 (+2,16%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.454,18
    +2,55 (+0,18%)
     
  • S&P500

    4.486,46
    +15,09 (+0,34%)
     
  • DOW JONES

    35.258,61
    -36,15 (-0,10%)
     
  • FTSE

    7.206,46
    +2,63 (+0,04%)
     
  • HANG SENG

    25.787,21
    +377,46 (+1,49%)
     
  • NIKKEI

    29.215,52
    +190,06 (+0,65%)
     
  • NASDAQ

    15.342,00
    +51,50 (+0,34%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4595
    +0,0680 (+1,06%)
     

Banco francês vê juro de 10% no Brasil e defende pagar precatório fora do teto

·3 minuto de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.02.2019: Still de calculadora científica. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.02.2019: Still de calculadora científica. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O banco francês BNP Paribas diz que a inflação no Brasil pode voltar a rodar na casa de 4,5%, anulando os ganhos dos últimos anos, e projeta que o BC (Banco Central) deve elevar a taxa básica de juros para 10% ao ano até o final de 2021

As novas projeções divulgadas nesta quinta-feira (16) mostram uma inflação recuando de 9% em 2021 para 4,5% no próximo ano, valor próximo do limite definido pelo governo de 5% para 2022 e acima da expectativa do Boletim Focus de 4%.

A inflação ainda vai rodar na casa de 8% até abril do ano que vem no acumulado em 12 meses, segundo Gustavo Arruda, economista-chefe e responsável pela área de pesquisa e estratégia para América Latina do BNP Paribas.

O crescimento da economia deve recuar de 5% neste ano para 1,5% em 2022 --a projeção anterior do banco para o próximo ano era de 3%.

O economista afirma que o BC já deveria acelerar o ritmo de alta de juros na reunião da próxima semana do Copom (Comitê de Política Monetária) de 1 para 1,5 ponto percentual, mas destaca que a instituição sinalizou nesta semana que não deve alterar o passo. No ritmo atual, a taxa básica não conseguiria chegar o nível contracionista até o final do ano.

"Se já se concluiu que a política monetária tem de ir para o campo restritivo, e ela ainda está no campo expansionista, porque não fazer mais rápido. Não tem muito motivo para esperar. Se a gente não fizer logo, aumenta o risco de ter de fazer mais", afirma Arruda.

Ele diz que, se o Copom tiver de subir juros não só para ajustar inflação para baixo, mas também ajustas as expetativas de inflação para a meta, a ação necessária pode até levar o país a uma recessão, como já ocorreu em outros momentos.

O banco avalia que o cenário internacional ainda é de forte crescimento global, impulsionado por estímulos em países desenvolvidos, e também de mais inflação, principalmente em economias emergentes, que já estão ajustando suas políticas monetárias.

Arruda afirmou ainda que as projeções consideram que a crise hídrica terá impacto inflacionário relevante, mas não deverá afetar o crescimento em 2022. Um cenário de racionamento, no entanto, poderia deixar o crescimento da economia próximo de zero.

Sobre a questão fiscal, disse que o banco trabalha com uma solução que é a retirada da despesa com precatórios do teto de gastos.

"Parece a [solução] mais transparente, e acho que faz até mais sentido quando a gente pensa nos fundamentos do teto", afirma. "Precatório é decisão judicial. Faz sentido ele estar fora do teto."

Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, enquanto a equipe econômica trabalha para limitar o pagamento de precatórios em 2022, ganhou força no governo um plano para quitar os débitos integralmente e retirar essa despesa da contabilização da regra do teto. A ideia é apoiar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) elaborada pelo vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM).

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos