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Banco Central escolhe 9 empresas para auxiliar o desenvolvimento do Real Digital

Na tarde desta quinta-feira (3), o Banco Central anunciou sua escolha de nove projetos para ajudar no processo de desenvolvimento do Real Digital, iniciativa que busca criar uma criptomoeda própria do Brasil. Essas propostas adotadas foram originalmente apresentadas a autoridade financeira do país por meio da edição mais recente do Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (LIFT).

O LIFT é uma iniciativa do Banco Central que em suas edições, reúne participantes do mercado interessados em desenvolver um produto viável com o objetivo de beneficiar o sistema financeiro nacional e trazer inovações à sociedade brasileira.

A edição atual tem como foco possíveis aplicações do Real Digital no país, e contou com um total de 47 ideias apresentadas por diferentes organizações de países como Alemanha, Estados Unidos, Israel, México, Portugal, Reino Unido e Suécia.

Das nove ideias escolhidas pelo Banco Central, destaca-se principalmente a aprovação da proposta da Aave, empresa especializada em desenvolvimento de protocolos DeFi — sendo uma surpresa para o mercado em geral por não estar entre as organizações normalmente selecionadas no LIFT, diferente dos bancos Santander e Itaú, figuras carimbadas na maioria das edições da iniciativa.

<em>As fases do LIFT Challenge do Real Digital. (Imagem: Reprodução/Banco Central)</em>
As fases do LIFT Challenge do Real Digital. (Imagem: Reprodução/Banco Central)

Com a seleção das propostas feitas, o Banco Central iniciara o processo de acompanhamento e teste junto das organizações a partir do dia 28 de março. O final desse período, assim como a decisão final sobre a viabilidade da implantação desses tópicos junto do Real Digital só devem ser divulgadas em julho de 2022, segundo o cronograma oficial do LIFT, acessível neste link.

As 9 propostas aprovadas pelo Banco Central

Confira a seguir a descrição das nove propostas aprovadas pelo Banco Central na edição do LIFT dedicada ao Real Digital, conforme divulgado em comunicado oficial do Banco Central.

  • Aave: reúne recursos de vários poupadores (formando um pool de liquidez) com foco em oferecer empréstimo e garantir a aderência dessas operações às normas do sistema financeiro, empregando ferramentas de DeFi;

  • Banco Santander Brasil: trata de DvP (pagamento antes do recebimento do ativo) e da conversão para o formato digital (tokenização) do direito de propriedade de veículos e imóveis;

  • Febraban: trata de DvP de ativos financeiros;

  • Giesecke e Devrient: trata de pagamentos dual offline;

  • Itaú Unibanco: trata de pagamentos internacionais, empregando método de PvP (pagamento ocorre junto do recebimento do ativo) em uma aplicação com a Colômbia;

  • Mercado Bitcoin: trata de DvP de ativos digitais, com foco em criptoativos;

  • Tecban em conjunto com Capitual: apresenta solução de logística para e-commerce baseada em técnicas de IoT;

  • VERT (associada à Digital Assets e à Oliver Wyman): trata de financiamento rural baseado em um ativo tokenizado programável com valor atrelado ao do Real (stablecoin do Real);

  • Visa do Brasil (associada à Consensy e à Microsoft): trata de financiamento de pequenas e médias empresas com base em uma solução de DeFi.

Fonte: Canaltech

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