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Banco central da China sinaliza medidas para estimular economia

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- O banco central da China sinalizou possíveis medidas de flexibilização para apoiar a recuperação da economia em meio à forte desaceleração nos últimos meses, liderada pela crise no setor imobiliário.

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Em seu mais recente relatório trimestral de política monetária publicado na sexta-feira, o Banco Popular da China (PBOC, na sigla em inglês) retirou alguns termos citados em comunicados anteriores, como a manutenção de uma “política monetária normal”.

Isso sugere uma mudança de postura com foco em medidas de apoio, disseram vários bancos de peso como Citigroup, Nomura e Goldman Sachs.

O relatório retirou frases anteriores como “controlar a válvula sobre a oferta monetária” e não “inundar a economia com estímulos”, o que sinaliza mais suporte de crédito nos próximos meses.

“Esperamos que Pequim em breve intensifique significativamente a flexibilização monetária e estímulo fiscal para neutralizar a crescente pressão de baixa”, disse Lu Ting, da Nomura, em relatório no domingo.

O Índice CSI 300 subiu 0,5% na manhã de segunda-feira em meio às expectativas de possível afrouxamento monetário, enquanto os contratos futuros de títulos do governo de 10 anos ganharam 0,3%.

Risco de estagflação

O cenário mais “dovish” do PBOC, ou de maior afrouxamento monetário, segue a crescente preocupação com a economia apontada por várias autoridades recentemente. O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, disse em seminário na sexta-feira que o país ainda enfrenta “muitos desafios” na manutenção da estabilidade da economia, embora as metas deste ano provavelmente sejam alcançadas.

Liu Shijin, que faz parte do comitê de política monetária do banco central, disse em fórum online no domingo que a economia pode entrar em um período de “quase-estagflação”, que precisa de muita atenção caso se materialize.

“A preocupação com a desaceleração do crescimento aumenta claramente entre os tecnocratas em diferentes agências governamentais”, disse Larry Hu, do Macquarie Group, mas ele acrescentou que o importante é saber “se os principais líderes compartilham dessa visão”. A reunião do Politburo (órgão decisório do Partido Comunista) em dezembro e a Conferência Central de Trabalho Econômico do Partido Comunista, que ocorrerá no mesmo mês, devem dar mais pistas, disse.

O crescimento poderia se desacelerar para menos de 5% em 2022, segundo algumas previsões, o que testaria a decisão de autoridades de reduzir a dependência da economia no setor imobiliário altamente alavancado. No relatório trimestral, o PBOC disse que a recuperação econômica enfrenta restrições de “fatores temporários, estruturais e cíclicos” e que agora é mais difícil manter uma economia estável.

Quaisquer medidas de afrouxamento provavelmente seriam focadas em pequenas empresas e finanças verdes, de acordo com economistas, semelhantes às ações já adotadas pelo PBOC nas últimas semanas, que incluem 200 bilhões de yuans (US$ 31 bilhões) de financiamento para projetos de carvão anunciados na semana passada. Também é provável que o banco central chinês permita que a oferta de crédito se acelere no próximo ano, de acordo com analistas da Guotai Junan, liderados por Qin Han.

No Goldman Sachs, Hui Shan e equipe disseram que a taxa básica de juros deve permanecer inalterada, enquanto Lu, da Nomura, acredita que há maior probabilidade de redução dos requisitos para a taxa de compulsório dos bancos nos próximos meses.

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