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Banco do Brasil pode ser mais agressivo em crédito, diz presidente

·2 minuto de leitura
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Por Carolina Mandl

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil pretende expandir a carteira de financiamentos do banco para linhas de crédito mais arriscadas, como empréstimos pessoais, para aumentar a rentabilidade, disse o presidente André Brandão a jornalistas na quinta-feira. “O banco pode ser um pouco mais agressivo para buscar linhas de crédito com retorno mais alto e o nosso balanço patrimonial permite isso”, disse. O Banco do Brasil encerrou setembro com o capital principal em 13,1%, aumento de 2,5 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. É a primeira vez que Brandão revela sua estratégia à frente do Banco do Brasil depois de ser nomeado presidente da instituição em setembro, após uma longa carreira no HSBC. Brandão buscará fechar a lacuna com os rivais do banco em termos de rentabilidade. O retorno sobre o patrimônio líquido do banco foi de 12% no terceiro trimestre, mas prevê um aumento no próximo ano. A estratégia do novo presidente incluirá também a oferta de produtos e serviços para não-correntistas e o aumento da venda cruzada para empresas, principalmente do segmento de agronegócios. O plano de negócios recém-lançado de Brandão ocorre no momento em que o banco ainda está reservando dinheiro para potenciais perdas com empréstimos decorrentes da pandemia do coronavírus. Mas ele acredita que o país está ja saindo da crise da COVID-19. Na quinta-feira, o Banco do Brasil SA reportou uma queda de 23,3% no lucro recorrente do terceiro trimestre, para 3,482 bilhões de reais, uma vez que fez uma nova provisao extraordinária de 2 bilhões de reais para potenciais ativos problemáticos. Para aumentar as receitas de tarifas, Brandão disse que o Banco do Brasil continuará buscando novas joint-ventures, como fez recentemente com o UBS Group na unidade de banco de investimento. nL1N2GS00C O banco procura atualmente um parceiro para a área de gestão de recursos, acrescentou. No segmento de pagamentos, Brandão disse que considera a processadora de cartões Cielo um negocio estrategico para o banco, mas que precisa de algumas melhorias para fazer frente à crescente concorrência de novos ingressos e novas tecnologias.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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