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Banco do Brasil: avanço das fintechs deve pressionar privatização, diz CEO

Giovanna Almeida
Banco do Brasil: avanço das fintechs deve pressionar privatização, diz CEO

O presidente do Banco do Brasil (BBAS3), Rubem Novaes, disse nesta quinta-feira (13) que os avanços das fintechs e do open banking devem pressionar a privatização do banco estatal no médio prazo.

Segundo Novaes, a privatização do Banco do Brasil é inevitável ao longo dos próximos anos. O executivo salientou que a desestatização não é um problema para o curto prazo. No entanto, segundo o presidente do banco, a medida deve ser considerada em um "horizonte de cinco anos".

"Na medida que se aprofundar esse novo mundo bancário de open banking e competição das fintechs, as desvantagens de ser um banco público vão se acentuar. E eu acho que a gente já devia começar a se antecipar para pensar em privatização. Assim não teria trauma nenhum", afirmou Novaes.

O presidente da instituição financeira disse que a privatização poderia tornar o banco mais eficiente e com maior flexibilidade operacional. De acordo com Novaes, o bônus de ser estatal não existe mais e agora sobrou somente o ônus da operação.

O executivo declarou que a ideia de privatizar o BB ainda depende do presidente Jair Bolsonaro e do Senado. A proposta já é defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

"Está muito acima de nós. Tem que passar pelo Congresso, tem que convencer o presidente da República. Me parece que na Câmara já houve uma pesquisa e a maioria já se mostrou favorável a pelo menos considerar a ideia. Não sei o quão precisa é essa pesquisa, mas ainda depende do Senado e do presidente da República", disse o presidente.

Resultados do Banco do Brasil no 4T19

O BB registrou lucro líquido de R$ 5,6 bilhões no quarto trimestre de 2019. Esse valor é equivalente ao aumento de 49,7%, em comparação de mesmo período no ano de 2018. Em relação ao trimestre anterior, alta de 33,8%, quando havia registrado lucro de R$ 4,2 bilhões.

Saiba mais: Banco do Brasil registra lucro líquido de R$ 5,6 bilhões no 4T19

O lucro líquido ajustado ficou em R$ 4,6 bilhões, em comparação com o quarto trimestre de 2018, esse valor é correspondente a uma alta de 20,3%. No ano de 2019, o lucro total foi de R$ 17,8 bilhões, avanço de 32,1%.

A margem financeira avançou para R$ 14 bilhões, crescimento de 11,6% na comparação anual. As despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa do Banco do Brasil atingiram R$ 2,9 bilhões.