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Bancada bolsonarista se rebela contra exigência de comprovação de vacinação para ingressar na Câmara

·3 min de leitura

BRASÍLIA — A bancada ligada ao presidente Jair Bolsonaro se rebelou contra a exigência da direção da Câmara que condiciona o acesso dos parlamentares às dependências da Casa à apresentação do cartão de vacinação. A partir de segunda-feira, os deputados terão que enviar o comprovante de imunização para entrar no prédio e também participar de votações no plenário.

Mesmo com vacinados, integrantes do grupo se recusam a apresentar o documento, que chamam de "passaporte sanitário". Os argumentos dos deputados são similares ao de Bolsonaro, que defende o "direito de ir e vir", sem condicionantes, mesmo numa pandemia.

— Sou contra a exigência da vacina para circular dentro da Câmara. Estamos numa democracia, somos livres. Grande parte do meu partido (PSL) é contrária a essa obrigação de apresentar passaporte. Me vacinei duas vezes, mas não vou apresentar cartão algum — disse o Coronel Armando (PSL-SC) ao GLOBO.

O deputado Junio Amaral (PSL-MG) não se vacinou e afirmou que "exige" ser respeitado por sua decisão. O parlamentar acredita que a possibillidade da apresentação do laudo laboratorial mostrando que não está infectado seja suficiente.

— Não me vacinei, mas também posso me vacinar lá na frente. Não descarto isso. Mas exijo respeito em relação a minha decisão de, nesse momento, não me vacinar. Soube que será aceito um teste negativo e que não é algo tão categórico assim — disse Junio Amaral.

O deputado Bibo Nunes (PSL-RS) é outro aliado do Planalto que não quer saber dessa medida de Lira. Ele tem sua teoria de que, mesmo vacinada, a pessoa consegue a contaminar e a ser contaminado. E também apela para o argumento do direito de "ir e vir".

— Sou contra essa medida. Que o Lira troque essa medida, de apresentar cartão, por um teste de Covid-19 em cada deputado a cada quinze dias. O Lira está querendo estar dentro da coisa certinha demais. Não se pode impedir um deputado, por qualquer razão que seja, de entrar no plenário — disse Bibo Nunes, que afirmou já ter tomado as duas doses da vacina.

Durante a semana, quando Lira anunciou em suas em redes sociais que exigiria o comprovante da imunização, a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Bia Kicis (PSL-DF), reagiu. Ela afirmou que a vacinação não impede a transmissão do vírus, mas omitiu as evidências científicas que tratam o imunizante como fator fundamental para o controle da pandemia.

"Presidente Arthur Lira, a vacina não impede o contágio nem a transmissão do vírus. Portanto, essa carteira de vacinação é inócua e fere o direito de quem opta por não se vacinar por não se sentir seguro. Se mais de 90% está vacinada, não confiam na vacina?", escreveu a deputada.

Em reunião com a bancada feminina, anteontem, Lira foi cobrado por algumas deputadas sobre a exigência de se comprovar vacinação para o ingresso na Câmara. Mesmo para ir a seus gabinetes, os parlamentares terão que enviar a prova de estarem imunizados à direção da casa.

Na conversa, o presidente da Câmara se queixou que, com as votações remotas, tem deputados entregando celular para assessor — quem acompanha de fato a votação em alguns casos — e já estariam cuidando de assuntos da campanha eleitoral de 2022. E alertou para o risco de processos no Conselho de Ética por essa razão.

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