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Balneário Camboriú (SC) libera ao público trecho de 2 km de nova faixa de areia

·4 minuto de leitura
***ARQUIVO***BALNEÁRIO CAMBORIÚ, SC, 25.01.2020 - Movimentação de banhistas pela orla da praia de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. (Foto: Anderson Coelho/Folhapress)
***ARQUIVO***BALNEÁRIO CAMBORIÚ, SC, 25.01.2020 - Movimentação de banhistas pela orla da praia de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. (Foto: Anderson Coelho/Folhapress)

FLORIANÓPOLIS, SC (FOLHAPRESS) - A prefeitura de Balneário Camboriú (SC) liberou ao público nesta terça-feira (28) o acesso ao trecho de 2 km já concluído do alargamento da faixa de areia na praia central da cidade.

O espaço pronto, que vai da rua 4.000 até o molhe da Barra Sul, havia sido finalizado no último dia 17. A prefeitura, porém, ainda estava fazendo um processo de acomodação do aterro e de descompactação da areia antes de liberar o uso da praia.

A megaobra, que compreende a ampliação da faixa de areia de 25 metros para 75 metros -com possibilidade de retração de até 5 metros após um período de assentamento-, está prevista para ser totalmente liberada ao público em novembro.

Segundo a prefeitura, com o trecho já finalizado, foi possível constatar que as características do declive no mar são as mesmas das observadas antes da obra: a cada 40 metros avançados, a profundidade aumenta em 1 metro.

O trecho liberado será monitorado diariamente pelos guarda-vidas do Corpo de Bombeiros. Eles fazem ronda com quadriciclos para orientar os banhistas, já que não há um ponto fixo de observação no local.

"Apesar de aquela região ser protegida pelo morro, com pouca corrente de retorno, pedimos para que as pessoas fiquem próximas da faixa de areia", afirma o subcomandante do 13° BBM (Batalhão de Bombeiros Militar), capitão Marcus Vinícius Abre.

Um temor comum entre os moradores ouvidos pela reportagem é de que a ampliação da faixa de areia, no futuro, seja revertida pelo avanço do mar. Já para Mauro Michelena, professor de oceanografia da Univali (Universidade do Vale do Itajaí), é improvável que isso aconteça.

"Se o projeto seguir todos os parâmetros do estudo de impacto ambiental realizado, como o uso do mesmo grão de areia que existia na praia antes do alargamento, o processo de erosão costeira não vai acontecer", afirma Michelena.

"Talvez seja necessária uma reposição de areia daqui a dez ou 20 anos, mas não dessa magnitude."

O prefeito Fabricio Oliveira (Podemos) afirma que o setor hoteleiro da cidade já registra um aumento das reservas para o final do ano em razão do alargamento da faixa de areia.

"Essa obra fez com que Balneário seja um dos destinos mais procurados do país. Ela deu outra concepção de praia, transformando-a em um grande parque a céu aberto", diz Oliveira. Balneário Camboriú tem 149.227 habitantes, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mas, antes da pandemia, chegava a ser frequentada por mais de um milhão de pessoas durante as celebrações da virada do ano.

O interesse de turistas pela cidade parece não se limitar aos meses de verão, na alta temporada. De acordo com levantamento da Sort Investimentos, empresa especializada no setor imobiliário, a procura de clientes por apartamentos na cidade cresceu 120% desde o início das obras de alargamento, em março.

Outra alta significativa é percebida no valor cobrado pelo metro quadrado dos novos empreendimentos lançados na beira-mar, que já é um dos mais caros do país.

Na pesquisa da Sort, que usa inteligência artificial para mapear os anúncios de imóveis nos sites, o valor médio do m² dos imóveis dessa localidade passou de R$ 33,5 mil, em abril, para mais de R$ 40 mil nos lançamentos realizados nos últimos meses.

Segundo relatório de agosto do indicador FipeZap, que mede o preço de venda de imóveis em 50 cidades do país, o valor médio do m² em Balneário Camboriú é de R$ 8.455.

No levantamento, o município só fica atrás de Brasília (R$ 8.503), Rio de Janeiro (R$ 9.584) e São Paulo (R$ 9.602).

A obra A areia é coletada em até 40 metros de profundidade em uma jazida que fica a 15 km da praia. Cerca de 13,5 mil m³ do material são carregados por uma cisterna até o ponto de junção da draga, a cerca de 2 km do local de descarregamento.

Uma tubulação submersa tem então o trabalho final de fazer chegar a areia à praia. A faixa de areia está sendo ampliada em cerca de 90 metros a 100 metros por dia.

O transporte da areia nova à praia fica a cargo da draga Galileo Galilei, navio de origem belga, mas que atracou vindo de Singapura. Ele é operado por uma tripulação especializada de 28 pessoas, sendo sete brasileiros. Há ainda na embarcação dois fiscais contratados para o monitoramento ambiental.

O plano de execução do atual projeto foi custeado por um grupo de empresários locais. A obra, estimada em R$ 66 milhões, foi possível por meio de um empréstimo do Banco do Brasil.

O alargamento da faixa de areia é apenas um passo do projeto de reurbanização da cidade, que está sendo finalizado pela prefeitura e ainda passará por discussão com as entidades do município.

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