Balanços ajudam e Bolsas europeias fecham em alta

As Bolsas da Europa encerraram em alta nesta terça-feira, após uma sessão volátil, influenciada por notícias sobre a Grécia e a liberação da próxima parcela da ajuda internacional ao país. Alguns balanços corporativos positivos também colaboraram para o bom humor, assim como o desempenho dos mercados em Nova York. O índice pan-europeu Stoxx 600 teve alta de 0,40%, fechando a 270,60 pontos.

Os ministros das Finanças da zona do euro não chegaram a uma conclusão na véspera sobre a liberação da parcela de 31,5 bilhões de euros para a Grécia e decidiram marcar um novo encontro para a terça-feira que vem (20). Com relação à extensão de dois anos no prazo para a Grécia cumprir as metas definidas pelo programa de resgate oferecido ao país, o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, mostrou-se favorável a um prazo maior, mas a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, rejeitou a ideia.

O tom negativo observado no início da sessão nos mercados europeus melhorou depois que o jornal alemão Bild afirmou que a Alemanha pretende fazer um grande pagamento para a Grécia, que poderia somar mais de 44 bilhões de euros. Segundo o jornal, que citou fontes do governo, a Alemanha apoia a ideia de acrescentar à próxima parcela de ajuda - que deveria ter sido liberada no segundo trimestre do ano - os 5 bilhões de euros que estavam previstos para o país receber no terceiro trimestre e os 8,3 bilhões de euros esperados para o quarto trimestre. A notícia, porém, não foi confirmada.

A Grécia chegou mais perto de evitar um default na sexta-feira, quando vencerão 5 bilhões de euros em títulos. O país vendeu mais de 4 bilhões de euros em um leilão de títulos e, na quinta-feira, poderá levantar mais 30% desse valor com uma nova rodada da oferta.

No restante da Europa, as expectativas econômicas na Alemanha tiveram piora em novembro, após dois meses consecutivos de melhora. Segundo o instituto ZEW, o índice de expectativas econômicas recuou para -15,7, de -11,5 em outubro. O resultado ficou aquém da expectativa de economistas consultados pela Dow Jones, que apostavam em alta do indicador para -10,0. Mas os mercados europeus foram ajudados pela alta das Bolsas de Nova York que, por sua vez, foram impulsionadas pelo balanço da Home Depot, que sugere melhora no mercado imobiliário nos Estados Unidos.

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, ganhou 0,01%, fechando a 7.169,12 pontos. A alta só não foi maior em função da queda de 1,91% nas ações da E.ON, após a companhia divulgar um prejuízo de 179 milhões de euros no terceiro trimestre e colocar em revisão suas projeções para lucro e dividendo este ano.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 avançou 0,56% e terminou a 3.430,60 pontos. A alta foi liderada pelos bancos, com destaque para Credit Agricole (+3,12%), BNP Paribas (+2,44%) e Société Générale (+1,77%).

Em Londres, o índice FTSE teve alta de 0,33%, finalizando a 5.786,25 pontos. As ações da rede de televisão ITV subiram 8,99%, após a companhia anunciar alta de 4% na receita nos nove primeiros meses do ano. Já a Vodafone perdeu 2,46%, depois de divulgar um prejuízo de 1,98 bilhão de libras esterlinas no semestre terminado em setembro.

O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, subiu 0,08% e fechou a 5.298,49 pontos. Na Bolsa de Madri, o índice IBEX-35 avançou 1,66%, para 7.693,40 pontos. E o índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, teve alta de 1,40%, encerrando a 15.333,15 pontos. As informações são da Dow Jones.

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