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Balança comercial registra maior superávit para setembro desde 1989

Mariana Ribeiro
·4 minutos de leitura

Exportações superaram as importações em R$ 6,164 bilhões; saldo positivo no acumulado do ano é 18,6% superior ao mesmo período de 2019 e soma US$ 42,44 bilhões A balança comercial registrou superávit comercial de US$ 6,164 bilhões em setembro, aumento de 62,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, pela média diária, segundo números divulgados nesta quinta-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. O saldo no mês passado é o maior da série histórica, iniciada em 1989, para os meses de setembro, segundo o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão. Ele reforçou que, mesmo com a crise causada pela pandemia, o país tem registrado um volume crescente de exportações. O movimento é puxado por commodities e produtos alimentícios, acrescentou. “Por outro lado, há uma importação decrescente, decorrente de uma redução da demanda interna”, disse, acrescentando que isso tem um efeito positivo sobre o saldo comercial. Brandão explicou ainda que a queda da exportação em setembro é, em boa parte, explicada por uma base de comparação inflada pela exportação de uma plataforma de petróleo, no valor de US$ 1,5 bilhão, no mesmo mês de 2019. Essa operação, no ano passado, foi casada com a importação da plataforma. Por isso, a base de comparação também é alta nessa análise. “Desconsiderando isso, observamos um contexto de melhora contínua, principalmente da importação”, disse. De janeiro a setembro, a balança comercial acumulou um saldo positivo de US$ 42,445 bilhões, aumento de 18,6% sobre o mesmo período de 2019. As exportações totalizaram US$ 18,459 bilhões no mês passado. Pela média diária, houve queda de 9,1% sobre o desempenho do mesmo mês de 2019. Já as importações alcançaram US$ 12,296 bilhões e tiveram recuo, também pela média diária, de 25,5% sobre setembro do ano passado. No acumulado de 2020, as exportações somaram US$ 156,780 bilhões, queda de 7%, pela média diária, em relação ao mesmo período de 2019. Já as importações ficaram em US$ 114,336 bilhões, queda de 14% na mesma base de comparação. Diante dos novos números, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, revisou sua estimativa para o saldo da balança comercial em 2020. A projeção agora é que o país feche o ano com um superávit comercial de US$ 55 bilhões, ante os US$ 55,4 bilhões divulgados em julho. Para as exportações, a estimativa passou de US$ 202,5 bilhões para US$ 210,7 bilhões. Já para importações, foi de US$ 147,1 bilhões para US$ 155,7 bilhões. A corrente de comércio deve ficar, portanto, em US$ 366,3 bilhões. A projeção anterior era de US$ 349,6 bilhões. XX As novas previsões são muito precisas, considerando que já se passaram nove meses do ano, segundo Brandão. Em relação às exportações, Brandão afirmou que elas foram crescentes até junho, principalmente em termos de volume, e a partir de então se mantiveram estáveis em um patamar alto. Nos últimos meses, é registrada também uma melhora nos preços. “Principal destaque é o minério de ferro”, afirmou. Pelo lado das importações, é observada uma melhora na demanda interna, afirmou, citando como exemplo a alta na compra de insumos eletroeletrônicos. Questionado sobre o efeito da alta do dólar sobre a balança comercial, Brandão, disse que a mudança de patamar do câmbio brasileiro tem estimulado as exportações, principalmente de bens agrícolas. Já as importações brasileiras são pouco sensíveis à variação cambial, acrescentou. Isso porque são concentradas em bens essenciais. “São bens que vão continuar sendo importados mesmo a um custo maior.” Países No mês passado, as exportações brasileiras para China, Hong Kong e Macau, principais destinos dos produtos brasileiros, subiram 13,7%, pela média diária, em relação ao mesmo mês do ano anterior, e somaram US$ 6,265 bilhões. As vendas totais para a Ásia avançaram 9,1%. Na mesma base de comparação, as vendas para a América do Norte caíram 20,6%, para a América do Sul, 7%, e para a Europa, 34,5%. Já no período de janeiro a setembro, as vendas para a China avançaram 14,1% e, para toda a Ásia, 11,7%. As exportações para a América do Norte recuaram 26%, para a América do Sul, 24,7% e para a Europa, 11,6%. hectorgalarza / Pixabay