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Bailey pede que BOE evite reação exagerada à inflação temporária

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, tem uma perspectiva cautelosa para a economia do Reino Unido e destacou que é preciso evitar uma reação exagerada ao que, em sua opinião, parece ser um salto temporário da inflação.

Minimizando preocupações de investidores e economistas sobre o aumento inesperado dos preços ao consumidor acima da meta de 2% do banco central, Bailey disse que o rápido crescimento do Reino Unido após os lockdowns relacionados ao coronavírus deve perder força nos próximos meses. Ele destacou a fragilidade do mercado de trabalho e razões que indicam menores pressões sobre os preços nos próximos meses.

“Nossa visão atual é a de que a economia reverterá para as taxas de crescimento subjacentes médias mais baixas vistas desde a crise financeira”, disse Bailey em discurso em Londres na quinta-feira. “Reverter ao padrão pré-Covid de tendência de crescimento mais baixo trará seus próprios desafios.”

Os comentários reforçam a impressão de que o BOE vai ignorar o avanço da inflação para 3% este ano em meio à retomada da economia após 16 meses de restrições para frear o coronavírus. Os comentários de Bailey seguem o último discurso de Andy Haldane como economista-chefe do BOE no dia anterior, quando recomendou que as autoridades apertem a política monetária antes que a inflação ganhe força.

Operadores reduziram as apostas nos aumentos dos juros pelo BOE, precificando cerca de 22 pontos-base de aperto em novembro de 2022, em comparação com 25 pontos-base antes do discurso de Bailey.

Bailey disse que parte do recente avanço da inflação se deveu a comparações estatísticas anuais e à escassez de mercadorias quando lojas e restaurantes reabriram. Esses efeitos “não devem durar”, e é provável que as pressões sobre os preços voltem a cair, pois a contínua flexibilização das restrições permitirá que o consumo geral na economia se desloque dos bens para os serviços.

“É importante não reagir exageradamente ao crescimento e à inflação temporariamente fortes, para garantir que a recuperação não seja prejudicada por um aperto prematuro nas condições monetárias”, disse Bailey.

Enquanto Haldane projeta aumentos dos preços perto de 4% até o fim do ano, Bailey reiterou a previsão do banco central de inflação de 3%, que retornaria à meta do BOE no próximo ano.

Além de gargalos na cadeia de suprimentos e pressões sobre a demanda, a escassez de mão de obra representa um risco adicional.

“Podemos ver o surgimento de pressões salariais se o número de pessoas empregadas ou procurando emprego não retornar aos níveis anteriores à Covid, e a inatividade permanecer em nível mais alto”, disse Bailey.

Bailey disse que as autoridades monetárias irão monitorar cuidadosamente como os preços respondem nos próximos meses e agir rapidamente se necessário. O presidente do BOE tem observado que as pressões de preços estão se infiltrando no custo das matérias-primas e estará atento a “sinais de pressão mais persistente e de um movimento das expectativas de inflação de médio prazo para um nível mais alto”.

“Se virmos esses sinais, estamos preparados para responder com as ferramentas de política monetária”, afirmou.

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©2021 Bloomberg L.P.

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