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Bactéria da peste bubônica é encontrada em crânio de mais de cinco mil anos

·2 minuto de leitura

No século 13, a Europa sofreu com a peste negra, também conhecida como peste bubônica, deixando milhões de mortos. O assunto voltou à tona na comunidade científica nesta semana, com um estudo revelando a descoberta da bactéria por trás da doença no crânio de um homem que viveu há cerca de cinco mil anos onde hoje é a Letônia.

De acordo com a análise do DNA do crânio do homem, apelidado de RV 2039, a cepa Yersinia pestis, que provocou a peste bubônica, era menos nociva e transmissível do que as versões posteriores. Isso, segundo os cientistas, porque a bactéria não foi encontrada em outras três pessoas que estavam enterradas ao lado do homem, o que pode significar que se tratava de uma doença menos mortal.

<em>Imagem: Reprodução/Kiel University/Cell Reports</em>
Imagem: Reprodução/Kiel University/Cell Reports

Sendo assim, o estudo sugere que a praga não teria sido a única razão pela redução da população da Europa há mais de cinco mil anos. Ben Krause-Kyora, da Universidade Kiel, na Alemanha, e um dos responsáveis pelo estudo, conta que existe uma grande discussão sobre a Yersinia pestis ter desempenhado um papel considerável no declínio do período Neolítico.

"Talvez tenha sido uma infecção mais crônica e onipresente. Ela causou, com certeza, algumas mortes, mas também não tenha sido tão grave quanto se tornou na Idade Média", conta Kyora. Os cientistas acreditam que o homem tinha entre 20 e 30 anos de idade quando morreu, e que ele pode ter sido mordido por algum roedor, como um castor, que era um grande portador da Y. pestis.

As evidências também apontam para a propagação da doença de animal para humano, em vez de ter sido de humano para humano, uma vez que a bactéria ainda não havia passado por uma mutação genética que permitia que as pulgas a carregassem, consequentemente matando mais pessoas. Kyora diz que é bastante interessante ver essa evolução do patógeno, que aparentava ser mais crônico e inofensivo no início, para depois se tornar mortal.

<em>Imagem: Reprodução/Kiel University/Cell Reports</em>
Imagem: Reprodução/Kiel University/Cell Reports

Discordância

Por outro lado, Simon Rasmussen, da Universidade de Copenhagen na Dinamarca, diz que as evidências do estudo são fracas para alegar que a peste negra já foi mais amena. O cientista é responsável por um estudo de 2018 que sugere que a praga, de fato, foi a responsável pelo declínio do povo do Neolítico. "Sabemos que grandes assentamentos, comércios e movimentações aconteceram neste período, e que a interação humana, portanto, ainda é uma causa muito plausível para a propagação da peste na Europa naquela época", disse Rasmussen.

O estudo foi publicado na revista científica Cell Reports e pode ser conferido online.

Fonte: Canaltech

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