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Backup: armazenamento que salva

Colaborador externo
·4 minuto de leitura

Por João van Dinteren*

O backup é um tema de aparente simplicidade, mas que pode evoluir rapidamente para um processo complexo caso alguns passos importantes não sejam considerados ao se identificar a necessidade de realizar o armazenamento de seus dados. Sabia que a maioria dos usuários não sabe que um bom backup pode salvar? Muitos só dão valor quando um evento "catastrófico" acontece e eles perdem dados que nunca mais serão recuperados. Aí não tem mais jeito e talvez precisem pagar um alto preço para essa recuperação — isso sem falar na morosidade quando se é preciso refazê-los.

Minha ideia aqui é lançar uma reflexão. Todo 31 de março - Dia Mundial do Backup é uma oportunidade para conscientizar as pessoas sobre a importância do armazenamento que, infelizmente, ainda não faz parte do hábito de muitos. E sempre gosto de lembrar: um pequeno acidente ou falha técnica pode acabar com todos os arquivos disponíveis em um dispositivo. Segundo dados da iniciativa World Backup Day, 113 celulares são perdidos ou roubados por minuto, um em cada 10 computadores são infectados por vírus por mês. Sem o backup, dados podem nunca mais ser recuperados, muito menos memórias revividas.

Podemos comparar o backup de dados com um seguro automotivo, no qual você contrata uma apólice com carro reserva no caso de roubo ou acidente. Você não carrega o carro reserva com você o tempo todo, mas renova anualmente o seguro para quando necessitar, poder usá-lo. Até pode dar um pouco de dor de cabeça para solicitar o carro reserva, mas depois você fica feliz em ter essa opção à mão.

Convencido da necessidade do backup, é preciso identificar que tipo de usuário você é. Ao todo vejo quatro perfis: usuário comum, pro-user, pequenos escritórios e profissionais liberais e, por fim, as empresas. Todos passam pelo mesmo processo de definições, que é realizado respondendo a seis importantes perguntas que trago abaixo. São elas:

  • Qual dado deve ter backup?

  • Onde realizar o backup?

  • Quem executa o backup?

  • Quanto posso despender para realizar o backup?

  • Como realizar o backup?

Quanto mais honestas forem as respostas para as perguntas acima, mais robustos serão seus backups! As principais considerações no momento dessa definição devem contemplar o entendimento do quanto a pessoa está disposta a investir, o tipo de documentos que precisa guardar e o tipo de armazenamento adequado, além da adoção de um software dedicado que o ajudará neste gerenciamento. Além disso, para os casos de uso empresarial com software dedicado, também acredito ser necessário um profissional responsável para gerenciar esses dados.

Para todos os perfis a periodicidade deve ser a mesma, atualizando o backup a cada nova alteração no arquivo. Para cada perfil, apesar da diferença na geração de dados, há dispositivos de armazenamento que irão atender totalmente as necessidades, como DAS, que faz o backup conectado diretamente no PC ou celular, o pendrive, Drive USB e cartões de memória. Já o NAS é um dispositivo conectado via Rede Ethernet com ou sem redundância dos dados salvos — isso fica por conta do usuário. E, por fim, a Nuvem, que pode ser personalizada, gratuita ou paga.

Para quem opta por fazer backup em DAS ou NAS, é importante verificar se os dispositivos estão realizando o armazenamento e checar sempre a vida útil dos drives, sejam eles SSD ou HDDs. Já para as soluções híbridas que existem no mercado, o backup é também realizado em DAS ou NAS, sendo posteriormente enviado para a Nuvem.

Mesmo para aqueles que já têm o hábito de fazer o backup, há alguns erros comuns, como simplesmente copiar todos os arquivos em um mesmo lugar, como um dispositivo de armazenamento, pensando para o caso do notebook falhar, por exemplo. Isto é quase correto, porém se a falha ocorrer no dispositivo, os dados estarão comprometidos. Dependendo, deve-se utilizar um outro local com redundância desses dados ou, ainda, vários locais para armazenar os mesmos arquivos.

A mensagem que deve ficar clara na mente de todos é que, quando falamos de dispositivos eletrônicos, sempre haverá falhas. Daí a importância de se prevenir. E se o backup estiver sendo realizado corretamente, isso irá minimizar o tempo e o custo investidos, permitindo que retome suas atividades o mais rápido possível. Lembre-se, o backup pode salvar documentos, mas, principalmente — e muitas vezes —, memórias em todos os sentidos!

*João van Dinteren é Engenheiro Sênior da Western Digital

Fonte: Canaltech

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