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B3/Finkelsztain: estamos preparados para sermos players competitivos

Fernanda Guimarães

Independente da chegada de competidores no mercado brasileiro em negociação de ações, por exemplo, a B3 está preparada para ser competitiva trabalhando para simplificar os negócios de seus clientes, comentou o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, em encontro com jornalistas. O executivo comentou que em alguns segmentos em que a companhia atua já existe competição.

Finkelsztain lembrou, contudo, que já existe competição global e que ela é cada vez mais evidente e citou, como exemplo, a escolha da XP Investimentos, em abrir seu capital na bolsa norte-Americana Nasdaq. "Essa exportação de mercado nos preocupa muito", comentou.

O presidente da B3 comemorou a audiência pública que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) colocou na rua, sobre mudanças dos BDRs. Dentre as mudanças está a possibilidade de empresas brasileiras que optaram por abrir capital fora do Brasil possam ter BDRs negociadas na bolsa brasileira e outra alteração e possibilitar que o varejo tenha acesso a esse produto. Outra mudança importante para conter a migração de liquidez para fora do País, seria uma mudança da leia para permitir o voto plural.

Debênture

A B3 optou por esperar para rolar a debênture de R$ 1,5 bilhão que venceu neste mês, visto que o mercado local está passando por alguns ajustes, afirmou o vice-presidente Financeiro da bolsa, Daniel Sonder, em encontro com jornalistas. Por conta dessa decisão, a B3 encerrará este ano com uma alavancagem medida pela dívida bruta pelo Ebitda em 1 vez e não em 1,5 vez, como o planejado. A rolagem no mercado local deve ocorrer no início do ano que vem, comentou.

Segundo o executivo, essa decisão foi possível graças ao caixa da empresa, que segue robusto e permitiu que a companhia honrasse com seu compromisso e deixasse para acessar o mercado em 2020. Ainda no ano que vem vence um bond, também herdado da antiga BM&FBovespa, no valor de US$ 612 milhões, que será trocado, após seu vencimento, por uma dívida de vencimento de dois a três anos no mercado no local. "O mercado local será sempre privilegiado", disse o presidente da B3, Gilson Finkelsztain.